Washington, Bruxelas, Paris, Londres, Berlim e forças de oposição bielorussa tentam colocar em causa resultados eleitorais
Bielorússia: Lukashenko vence eleições presidenciais

BIELORÚSSIA As eleições presidenciais foram ganhas por Alexander Lukashenko, o actual chefe de Estado, que obteve 80% dos votos e que acusa países ocidentais de coordenar protestos com a oposição vencida.

O presidente da Bielorússia, Alexander Lukashenko, renovou o mandato vencendo as eleições de domingo, 9, com 80,08% dos votos, enquanto a principal candidata opositora, Svetlana Tijanovskaya, obteve 10,09 por cento.

De acordo com a Comissão Central Eleitoral, votaram a favor de Lukashenko 4 milhões e 659 mil eleitores, enquanto Tijanovskaya recebeu o apoio de 587 mil votantes. Votaram cerca de 5 milhões 818 mil eleitores, numa participação de 84,27% dos cidadãos recenseados.

Ainda na noite eleitoral, contestando os resultados das urnas, houve manifestações em Minsk, com grupos organizados que geraram confrontos com a polícia. Partidários de Tijanovskaya tinham convocado acções de protesto no centro da capital, independentemente dos resultados das eleições. No dia seguinte, acções de confronto com as forças de segurança voltaram às ruas de Minsk.

O governo denunciou previamente que a oposição, apoiada por países ocidentais, preparava acções, após o fecho das urnas, para promover a instabilidade. Lukashenko adiantou que estas acções foram coordenados a partir da Polónia, do Reino Unido e da República Checa.

Já na terça-feira, 11, o governo da Lituânia revelou que a candidata bielorussa vencida, Svetlana Tijanovskaya, encontra-se naquele país báltico.

Depois de conhecidos os resultados, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, felicitou o seu homólogo bielorusso. Também o presidente da China, Xi Jiping, enviou felicitações a Lukashenko. Ao contrário, dirigentes dos EUA e da União Europeia e de vários países – Reino Unido, França, Alemanha – mostraram-se críticos em relação a Minsk, reprovando a acção das forças de segurança e tentando pôr em causa o processo eleitoral.

Entretanto, a missão de observação da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que acompanhou a realização do acto eleitoral, considerou pela voz de Sergei Lebedev, chefe da missão, que «a missão da CEI não registou nenhum facto que pudesse colocar em questão a legitimidade da eleição presidencial. A missão da CEI conclui que as eleições presidenciais de 9 de Agosto foram conduzidas em conformidade com a Constituição e o Código Eleitoral da Bielorússia. A eleição foi aberta, competitiva e garantiu a livre expressão da vontade dos cidadãos da Bielorússia», considerou Sergei Lebedev.




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