China e Índia concordam em reduzir tensões fronteiriças

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Li, e o seu homólogo da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, assinaram no dia 10, em Moscovo, um comunicado conjunto em que expressam a sua vontade de reduzir a tensão em regiões fronteiriças entre os dois países asiáticos. No texto, os dois responsáveis concordam em que «a situação actual na zona fronteiriça não é do interesse de nenhuma das partes».

Os dois países «devem cumprir os acordos e regulamentos de assuntos fronteiriços existentes, manter a paz e a tranquilidade nas áreas fronteiriças e evitar qualquer acção que possa agravar a situação», afirmam Wang e Jaishankar no texto divulgado na capital russa.

Quanto às tropas colocadas por ambas as partes nas zonas de fronteira, os ministros concordam que «devem continuar o seu diálogo, retirar-se rapidamente, manter a distância adequada e aliviar as tensões».

«À medida que a situação melhore, as duas partes devem acelerar o trabalho para concluir novas medidas de fomento de confiança no sentido de manter e melhorar a paz e a tranquilidade nas zonas fronteiriças», indica o comunicado.

Jaishankar e Wang discutiram a situação em Moscovo, onde participaram numa reunião de ministros de Negócios estrangeiros de países membros da Organização de Cooperação de Shanghai.

A 5 de Maio, soldados da Índia e da China enfrentaram-se nas margens do lago Pangong Tso, na meseta tibetana. Em resultado desse incidente, Pequim e Nova Delhi reforçaram a presença militar nas zonas disputadas ao longo da fronteira não demarcada. Desde então, registaram-se alguns incidentes no disputado vale de Galwan, no Oeste do Himalaia e na parte oriental de Ladakh.




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