1771 – James Cook regista termo tabu

A palavra, com origem na Polinésia, deriva do tonganês tabu e do maori tapu, termos que originalmente designavam o carácter sagrado, especial, de seres, objectos ou lugares com os quais era expressamente proibido estabelecer qualquer tipo de contacto. Passou depois a ser um conceito utilizado em filosofia, antropologia e sociologia para designar proibição, censura na abordagem de determinados assuntos e/ou actividades sociais. O termo foi registado pela primeira vez pelo capitão James Cook durante a sua viagem a Tonga, sendo depois introduzido na língua inglesa – taboo –, e erradiando daí para as outras línguas. Cook foi um navegador, explorador e cartógrafo inglês que, com as suas viagens, deu um importante contributo para o conhecimento geográfico do mundo e para a constituição do império ultramarino britânico. A palavra surgiu associada às culturas do Pacífico Sul, mas os tabus são inerentes a todas as sociedades. Segundo Freud e Levi-Strauss, o tabu expressaria um sentimento colectivo sobre um determinado comportamento ou assunto, dividindo o campo de intervenção entre «amigos» de um lado e «inimigos» do outro. Acresce a crença de que a violação do interdito provoca um castigo, uma «maldição», que recai sobre o indivíduo culpado ou sobre o grupo social.



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