Travar a impunidade
A União dos Sindicatos de Aveiro vê os casos de perseguição patronal contra representantes dos trabalhadores como «o resultado da crescente subordinação do poder político face ao capital, que está a gerar nas empresas um clima de impunidade, que é preciso travar». Em nota à imprensa, a estrutura distrital da CGTP-IN apontava três casos:
- a corticeira Corksribas, que despediu quatro trabalhadores, um delegado sindical e três das suas testemunhas num contestado processo disciplinar, após ser solicitada a intervenção da ACT na empresa; desde 27 de Janeiro, têm cumprido o horário de trabalho à porta da fábrica, em São Paio de Oleiros;
- a Rebelde, , em Ovar, comunicou a uma dirigente sindical que ficava impedida de fazer trabalho extra, por ter explicado às colegas o mecanismo da «bolsa de horas»;
- a ExporPlás, , também em Ovar, deixou de actualizar o salário a uma trabalhadora, quando esta assumiu a função de dirigente sindical, recusou pagar os dias de actividade sindical definidos na lei, pressionou para obter a rescisão do contrato, instaurou um processo disciplinar com intenção de despedimento... e o patrão ainda insultou a trabalhadora, quando esta distribuía um comunicado à porta da empresa.


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