Breves
VILA NOVA DE FOZ CÔA
Manifesto aos vitivinicultores

A Comissão Concelhia de Vila Nova de Foz Côa do PCP lançou um manifesto dirigido aos lavradores e vitivinicultores onde considera necessário que o Governo combata, «com eficácia, a especulação com os preços dos combustíveis, da electricidade, dos pesticidas e herbicidas, da maquinaria», bem como a especulação do crédito bancário.

Chamando a atenção para a existência de «situações dramáticas na região demarcada do Douro», o PCP contesta a redução de 25 mil pipas de benefício – o que se traduz numa perda de rendimento de 23 por cento –, a queda dos preços e, no caso de Vila Nova de Foz Côa, o facto de os vitivinicultores não conseguirem escoar as suas uvas porque a adega cooperativa está encerrada com processo de insolvência. Os comunistas consideram ainda ser necessário «fiscalizar a rega ilegal de vinhas» e a interdição da adição de mostos concentrados provenientes de fora da Região e ainda controlar a importação de direitos de plantação para dentro da Região Demarcada.

Para o PCP, é também preciso defender e revitalizar Casa do Douro, que «muita falta faz no pleno uso dos seus direitos e poderes».


AÇORES
Alienação sem sentido

O PCP quer que seja o Parlamento Regional dos Açores a debater o anunciado projecto de reestruturação do sector empresarial regional. Através do seu deputado Aníbal Pires, o PCP afirma que o governo regional não está «legitimado para proceder à fusão, extinção ou alienação de participações sociais da região, sem que primeiro sejam definidos os sectores estratégicos, de acordo com as regras aprovadas no Orçamento para 2011». Sobretudo quando poderá estar na calha a alienação de sectores tão importantes como o das operações portuárias e o das comunicações.

Os comunistas realçam ainda as interrogações que se levantam sobre os motivos para estas alterações, tendo em conta as repetidas afirmações do Governo acerca da «estabilidade das contas públicas regionais». Não faz, portanto, qualquer sentido a alienação destas empresas, afirma o PCP.


PORTO
Ataque ao desenvolvimento

A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP considera que, ao excluir da sua nova proposta de redes transeuropeias de transportes a ligação ferroviária Porto-Vigo, a Comissão Europeia impôs um «importante revés para toda esta região». Há muito que os comunistas defendem a modernização desta ligação, considerando que ela poderia constituir um «importante factor de recuperação da crise profunda, económica e social, que cada vez mais se aprofunda».

Mas a decisão da Comissão Europeia, sendo negativa, «não pode causar estranheza», garante o PCP. O anterior governo «nunca mostrou vontade em concretizar esta ligação» e o Plano Estratégico de Transportes, elaborado por este Governo, «também não inclui esta linha como uma das suas prioridades». Assim, este «ataque ao desenvolvimento regional» é também uma consequência das opções políticas dos governos do PS e do PSD/CDS – os partidos do pacto de agressão.