Em luta pelo Hospital de Serpa

Manutenção e reforço

A maioria PSD/CDS-PP chumbou o projecto de resolução do PCP que preconizava a manutenção e reposição de serviços no Hospital de S. Paulo, Serpa.

Em debate na sessão plenária da AR que marcou o fecho do plenário para férias, conjuntamente com iniciativas idênticas do PEV e do BE (também inviabilizadas) e uma petição com igual objectivo dinamizada pelo presidente da Câmara de Serpa, João Manuel Rocha, o diploma do PCP preconizava simultaneamente uma adequada política de fixação de recursos humanos, em particular de especialistas médicos, por forma a dar resposta às actuais carências.

Em causa está sobretudo o encerramento da urgência daquela unidade hospitalar e a passagem da referenciação dos doentes urgentes de Beja para Faro, de acordo com a reavaliação da rede de urgência proposta em documento na posse do Governo. Isto depois de sucessivos fechos de serviços e valências, sempre justificados pelos governos por critérios de alegada racionalidade.

No debate, PSD e CDS-PP repetiram a falácia para explicar o esvaziamento de capacidades, dizendo estar assegurada uma oferta de serviços «sustentável» à população. E falaram dos «escassos 30 quilómetros» até Beja, onde há serviço de urgência básica.

O mesmo não pensa a bancada comunista que, pela voz do deputado João Ramos, contestou o encerramento da urgência de Serpa, lembrando que vai contra o que ainda há apenas cinco anos era indicado para a rede nacional de urgência.

O parlamentar do PCP deu igualmente nota da necessidade de fixar especialistas médicos na Unidade Local de Saúde, dando o exemplo do serviço de psiquiatria, o qual, apesar da nova unidade, continua sem ver aumentada a sua capacidade de resposta, como não abre o internamento por falta de psiquiatras.

João Ramos chamou igualmente a atenção para a diferença de valores cobrados nas consultas em Moura (10 €, como consulta em Serviço de Atendimento Permanente) e Serpa (15€, como consulta em Serviço de Urgência Básica), exigindo a devolução dos valores indevidamente cobrados em Serpa, uma vez que aqui não está instalado um Serviço de Urgência Básica.



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