Crise afecta crianças

No dia 20 assinalou-se o 23.º aniversário da aprovação da Convenção Sobre os Direitos da Criança, ratificada pelo Estado português em Setembro de 1990, e que, sendo cumprida, permitiria o desenvolvimento das crianças em todo o mundo, valorizando a sua identidade e opinião, protegendo-as de todo o tipo de abusos, garantindo direitos fundamentais como o direito à escola, à saúde, a brincar.

«A crise que vivemos em Portugal afecta gravemente as crianças, não só pelo agravamento das condições de vida dos pais (desemprego, precariedade, pobreza), mas também pela redução dos apoios sociais do Estado, como a educação é disso exemplo», refere, em nota de imprensa, o Executivo da Associação «Os Pioneiros de Portugal», que condena a redução do orçamento das escolas, o encerramento de escolas, o preço «caríssimo» dos manuais escolares, a redução ou corte dos transportes e o aumento dos passes e bilhetes, o agravamento das desigualdades no acesso ao saber, o aumento do número de alunos por turma e o aumento do abandono escolar precoce.

«Não há prosperidade, crescimento ou riqueza sem uma escola inclusiva para todos, democrática e livre. A escola cumprirá o seu papel. O de todos nós é fazer cumprir a Convenção Sobre os Direitos da Criança», sublinha a Associação «Os Pioneiros de Portugal».



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