Os problemas serão muito mais graves do que é divulgado
Em Mafra, o futuro é com a CDU
Arranque em força

No dia 11 de Maio foram apresentados, no Auditório da Casa da Cultura D. Pedro V, os primeiros candidatos da lista da CDU à Câmara e Assembleia Municipal de Mafra, Rogério Monteiro Costa e Eduardo Libânio, respectivamente.

Segundo Rogério Costa, «esta apresentação» foi «o arranque em força de uma candidatura que quer virar uma página de 30 anos de gestão de direita liberal, com a conivência do PS, que deitaram para o lixo tudo aquilo que de bom tinha este concelho, o prestígio e qualidade», passando apenas a ser «notícia pelos graves problemas que aqui hoje se encontram».

«É preciso pôr fim ao “plano inclinado” que tem afundado» o concelho, sublinhou o candidato, lembrando que a «gestão PSD e seus aliados» deixou «dívidas e mais dívidas» para as gerações futuras, que hipotecam todas as receitas de tesouraria da Câmara até 2040. Referia-se, por exemplo, à privatização da água municipal, «que se tornou a mais cara do País», à construção e posterior venda da A. E. Atlântico, «com portagens só para os ricos», à «negociata» com a construção das instalações da Câmara de Mafra, à «destruição» dos serviços camarários, à reavaliação em alta dos imóveis particulares (IMI) e à «negociata» com o encerramento de escolas e a sua consequente privatização.

As críticas estenderam-se, de igual forma, ao Parque Desportivo Municipal, que «não está ao serviço da totalidade da comunidade desportiva municipal», ao negócio da Trato Lixo, que «está a custar milhões», à privatização do Matadouro Municipal e à criação de uma dita «fundação» no Palácio Marquês Ponte Lima.

Gerir com competência

Na sua intervenção, Rogério Costa deu ainda a conhecer que a CDU está a «construir uma forte equipa de trabalho», para «gerir, com competência, o município e as freguesias».

«Uma equipa que alia a experiência política e autárquica à energia de novos autarcas, disponíveis para pôr a sua competência, criatividade e motivação ao serviço das populações do concelho de Mafra», descreveu, defendendo um «projecto de desenvolvimento que seja atractivo para as empresas, para a actividade económica e para a criação de emprego», «valorize as actividades produtivas do concelho», reactive o comércio tradicional, nomeadamente a feira mensal, dê atenção à situação dos centros urbanos, valorize a cultura em todas as suas vertentes e promova o desporto, com a utilização das instalações do Parque Municipal por toda a população, nomeadamente pelo Clube Desportivo de Mafra.

A CDU promete ainda promover a organização das Olimpíadas Escolares, discutir com a comunidade educativa as prioridades do ensino, e respeitar os direitos de quem trabalha, dos reformados e das populações em geral. «Tudo faremos para defender esses direitos junto do Governo ou de quaisquer outras instituições», acrescentou Rogério Costa.

O candidato quer ainda ver clarificado «qual é a situação financeira actual», uma vez que «é visível que o município está hoje em vias de falência». «É legítimo suspeitar que os problemas serão muito mais graves do que é divulgado. Será certamente necessário fazer o saneamento financeiro da Câmara, que permita sair do “pantano” em que está afundada», salientou, frisando que a CDU não deixará de responsabilizar «quem tiver responsabilidades na situação criada – sejam elas administrativas, políticas ou criminais – e de informar a população desse facto».


«Somos diferentes»

Eduardo Libânio, prometeu, de igual forma, «trabalho» e «empenho», sendo a voz na Assembleia Municipal que saberá «elogiar e dizer bem quando assim deve ser» e «criticar, sempre de forma construtiva e apresentar propostas alternativas, quando assim for necessário, sempre em defesa do nosso concelho». «Digo-vos ainda que todos os portugueses são diferentes, e os políticos e os partidos também o são. Não somos todos iguais, não estamos todos no mesmo saco. Somos diferentes, estamos cá para servir as populações e não para nos servirmos das populações. Estamos para servir a política e não para nos servirmos da política», afirmou, terminando e intervenção com a palavra de ordem «O povo unido jamais será vencido».



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