A Mota-Engil distribuiu dividendos mas quer congelar salários
Luta por direitos e melhores salários nos resíduos
Greves param Amarsul, Valnor e Resiestrela

Na Península de Setúbal e nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Santarém e Portalegre, os trabalhadores das empresas do grupo EGF paralisaram, segunda-feira, 31 de Outubro, pela valorização da massa remuneratória e o cumprimento dos seus direitos.

A greve de 24 horas na recolha e tratamento de resíduos fez-se sentir nos 48 concelhos em que operam as empresas Amarsul, Valnor e Resistrela. Na primeira, a adesão massiva dos trabalhadores em todos os turnos encerrou totalmente os serviços nos ecoparques da Moita, do Seixal e de Setúbal, e na estação de transferência de Sesimbra.

No início da jornada convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Sul (SITE-Sul) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, na central de tratamento da Moita, estiveram o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, o coordenador da Fiequimetal, Rogério Silva, e o coordenador da União dos Sindicatos de Setúbal, Luís Leitão.

A greve na Amarsul, teve como objectivo «demover a administração da Mota-Engil – a quem foi alienada uma posição accionista que lhe permite manter o domínio na EGF e, por esta via, nos sistemas multimunicipais de recolha, tratamento e valorização de resíduos sólidos – da sua posição de intransigência de desrespeito dos direitos [designadamente condições de segurança e saúde no trabalho, respeito pela categoria profissional e e pelos conteúdos funcionais dos trabalhadores]», informa a Fiequimetal na sua página na Internet.

«Os trabalhadores e os sindicatos da CGTP-IN apontaram ainda, como motivo para fazer greve, o facto de a administração da Mota-Engil ter imposto a distribuição de dividendos pelos accionistas, mas querer congelar os salários [e outras matérias pecuniárias] de quem contribuiu de forma decisiva para a obtenção dos referidos lucros», detalha-se ainda.

Razões idênticas estiveram na base da greve observada na Resistrela (adesão de 30 por cento), nos distritos de Castelo Branco e Guarda, e na Valnor (adesão de 50 por cento), que opera nos distritos de Castelo Branco, Santarém e Portalegre.

Recorde-se que no passado dia 26 de Outubro os trabalhadores da Valorsul, que serve 19 municípios das regiões de Lisboa e Oeste, terminaram uma greve de 32 horas pelo aumento dos salários e o cumprimento do Acordo de Empresa. Todas as secções operacionais, exceptuando a do Cadaval, paralisaram, informou o SITE-Sul.




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