• Gustavo Carneiro

Nós

Nós somos o PCP é o título de um vídeo publicado nas plataformas digitais do Partido (www.pcp.pt/videos/lutar-intervir-avancar-nos-somos-pcp) na madrugada da segunda-feira a seguir às eleições legislativas. Trata-se de um filme breve, com pouco mais de dois minutos, que resume muito daquilo que os «comentadores» e «analistas» da nossa praça continuam a não conseguir – porque não querem – perceber: o PCP é um partido diferente!

No rescaldo das eleições voltaram pela enésima vez as profecias que o dão como moribundo, nesta que se está a tornar numa verdadeira cassete de noite eleitoral, repetida até à exaustão qualquer que seja o resultado: se, como foi o caso, os comunistas e seus aliados recuam, apressam-se a dar como irreversíveis e irrecuperáveis as perdas verificadas; quando a CDU mantém intactas as suas posições, logo garantem que poderia e deveria ter crescido; sempre que se registam avanços, afirmam prontamente terem sido estes demasiado curtos.

Com as previsões catastróficas vêm os conselhos: «modernização» e «abertura», «adaptação» da imagem e da linguagem aos «novos tempos», abandono de concepções ideológicas «datadas». Isto poderia até ter alguma validade fossem sinceras as intenções e estivesse em causa não o PCP, mas qualquer outro partido, daqueles que transformam noites eleitorais menos felizes em disputas internas, contagens de espingardas e corridas à liderança, que assumem a intervenção política como um concurso de marketing e que têm nas eleições o objectivo único da sua actividade.

Acontece que Nós somos o PCP e isso faz toda a diferença. Somos, como se ouve no filme, um partido que «não se ilude nem deprime com eleições». Como é evidente, os resultados eleitorais não nos são indiferentes, desde logo pelas maiores ou menores perspectivas de intervenção que possibilitam. Mas estão longe, muito longe, de ser tudo ou até mesmo o mais importante.

O que conta, acima de tudo, é a confiança absoluta que temos na causa por que lutamos – porque é justa, empolgante e invencível, como um dia escreveu Álvaro Cunhal – e continuarmos a estar onde sempre estivemos: nas empresas, nos bairros, nas escolas, onde quer que a exploração se dê e a luta pulse, esclarecendo, mobilizando, organizando, rasgando caminhos de futuro. É verdade, por isso, o que se diz no vídeo: Nós somos o PCP, que muitos «tratam por tu, no elogio e na crítica», porque nos conhecem da sua rua «e não da televisão».

Falam muito sobre o PCP, já ditaram muitas sentenças sobre o seu futuro. Mas no fundo conhecem-nos mal e desconhecem o essencial: Nós somos o PCP.

E tanto que isso é…



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