1941 – Nasce Mahmud Darwish

Poeta do amor e do exílio, Mahmud Darwish encarna a história da Palestina moderna. Nascido em Al Barwa, uma aldeia destruída em 1948 pela ocupação militar israelita, viveu a diáspora – do Líbano a Moscovo, Cairo, Tunes, Paris... – e a vida clandestina na Galileia, onde foi preso várias vezes. Publica o primeiro livro, «Pássaros sem asas», aos 19 anos; aos 23 torna-se conhecido com «Folhas de oliveira», que inclui o célebre poema “Bilhete de identidade”, e afirma-se como uma poderosa voz da resistência palestiniana. Milita algum tempo no Partido Comunista de Israel e integra a OLP, mas desvincula-se desta em protesto contra os acordos de Oslo (1993). Proscrito em Israel, o seu nome continua a gerar polémica, como sucedeu em 2016, oito anos depois da sua morte, quando a rádio militar israelita Galatz lhe dedicou um programa cultural em que foi lido o poema identitário (...Toma nota! / Sou árabe / Sou o meu nome próprio – sem apelido / Infinitamente paciente num país onde todos /Vivem sobre as brasas da raiva). Darwich deixou mais de 30 livros de poesia e de prosa, e uma mensagem: «Passageiros entre palavras fugazes, / deixem a nossa terra, / o nosso solo, o nosso mar, / o nosso trigo, o nosso sal, / as nossas feridas, tudo ... / Deixem as lembranças da memória, / passageiros entre palavras fugazes.»



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