Partido Comunista da Ucrânia defende liberdade de expressão

ATAQUE O líder do PC da Ucrânia, Petro Symonenko, denunciou o encerramento de três canais de televisão, considerando-o um ataque à liberdade de expressão e «uma grosseira violação da Constituição da Ucrânia, dos direitos humanos e das liberdades».

Encerrados três canais de televisão por decreto presidencial

O decreto do presidente Volodymyr Zelensky, apoiado numa decisão do Conselho Nacional de Segurança e Defesa (CNSD), de proibir os canais televisivos 112 Ucrânia, NewsOne e ZIK, para agradar a Washington e com base em sanções da Casa Branca contra um cidadão ucraniano, é «uma grosseira violação da Constituição da Ucrânia, dos direitos humanos e das liberdades», afirma o primeiro secretário do Partido Comunista da Ucrânia (PCU).

Essas sanções visam a supressão da diversidade de opiniões e são contra o povo da Ucrânia e o seu direito a aceder a informação credível e independente sobre a real situação no país, procurando ocultar os crimes das autoridades, considera Petro Symonenko.

Para o líder do PCU, banir canais de televisão «é a continuação da política de “descomunização”, em resultado da qual a verdade da nossa história está a ser destruída, a ligação entre gerações está a ser cortada». Mais: «É a deslegitimação da Ucrânia como um Estado soberano, através da mais severa censura na esfera da informação, através da perseguição e do terror contra jornalistas e todos aqueles que discordam da política anti-popular do regime fantoche dos oligarcas e nazis na Ucrânia».

De acordo com o dirigente comunista, o decreto de Zelensky nada tem a ver com interesses nacionais: «A pretexto das sanções norte-americanas contra cidadãos da Ucrânia e das “preocupações de segurança” está a ser implantada a ditadura».

Symonenko instou as forças sociais da Ucrânia a solidarizar-se com «a luta pela palavra da verdade» e apelou aos membros dos partidos de esquerda e dos trabalhadores no Parlamento Europeu, na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, nos parlamentos nacionais dos diferentes países, a «apoiar o povo ucraniano no direito de aceder a informação credível e verdadeira».




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