EUA usam taxas aduaneiras como mecanismo de chantagem
Os EUA ameaçam impor aumentos de taxas aduaneiras a diversos países como forma de chantagem política e económica, de que é exemplo a ameaça de aplicar um aumento das taxas aduaneiras de 10% aos países que integram ou cooperem com o BRICS.
Washington ameaça impor taxas aduaneiras adicionais de 10% contra países que estejam associados ao BRICS
Lusa
A China rejeitou a aplicação da política tarifária dos EUA como mecanismo de coacção sobre outros países. As taxas aduaneiras não devem ser utilizadas como instrumento para coagir ou intimidar outros países ou para interferir nos assuntos internos de outros países, afirmou em Pequim um porta-voz do governo, a propósito do anúncio dos EUA de que vai impor taxas alfandegárias até 50% aos produtos importados do Brasil, a partir de 1 de Agosto.
Na consideração da China, a igualdade soberana e a não ingerência nos assuntos internos dos Estados são princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e normas básicas que regem as relações internacionais.
Por outro lado, a Rússia assegurou que os membros do grupo BRICS colaboram a partir dos interesses próprios e que essa cooperação nunca foi nem será dirigida contra terceiros países, respondendo ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor uma taxa aduaneira adicional de 10% contra os países que integram ou cooperem com o BRICS. Moscovo vincou que o carácter único de um fórum como o BRICS consiste em que se trata de um grupo de países que partilham abordagens comuns e um ponto de vista comum sobre como se deve cooperar com base nos seus próprios interesses.
No Vietname, órgãos de comunicação social denunciam que os EUA utilizam as taxas aduaneiras como arma visando outros países e as suas relações internacionais, incluindo para conseguir objectivos não comerciais, inclusivamente depois de alcançar acordos com esses parceiros comerciais. Aponta como exemplos o caso do BRICS e o caso do Brasil, país a quem a administração norte-americana impôs taxas aduaneiras de 50%, apesar dos EUA terem nos últimos 15 anos com o Brasil um superavit comercial de 410 mil milhões de dólares.
Recorde-se que com a sua agressiva política comercial, os EUA não poupam igualmente os seus aliados – ainda no domingo, 13, Donald Trump anunciou a imposição de taxas aduaneiras de 30 por cento sobre todos os produtos da União Europeia e do México - procurando alcançar contrapartidas, como acontece com a União Europeia, o Japão ou a Coreia do Sul, ente muitos outros exemplos.




