Na terra dos sonhos
Com confiança e determinação, aproveitemos a Festa para retemperar forças
É já amanhã que as portas da Festa se abrem. A Festa do Avante!, para lá da sua dimensão política e cultural inigualável, é também um importante momento na luta presente em defesa dos valores de Abril, da exigência de ruptura com a política de direita e da afirmação de uma política alternativa, patriótica e de esquerda.
Obra ímpar de todo o colectivo partidário, a Festa do Avante! constitui um traço distintivo do PCP. Para nós, comunistas, mas também para todos aqueles que, não sendo militantes do nosso Partido, ajudam à sua construção, participam nas mais variadas tarefas ou apenas a visitam, este será um momento para acumular forças para as muitas e exigentes batalhas que temos pela frente.
Por estes dias, semanas, meses até, foram muitos os que com o seu trabalho, a sua dedicação, o seu esforço abnegado, participaram nas inúmeras jornadas de trabalho, ajudando à construção daquele que é o maior evento político-cultural do nosso País.
Realização extraordinária de todo um imenso colectivo que se consegue desdobrar em diversas tarefas, pois ao mesmo tempo que constrói e ergue a festa do Avante! mantém a acção e a intervenção política em defesa dos direitos dos trabalhadores e das populações e preparou, constituiu e apresentou as listas às eleições para as autarquias locais.
Quando amanhã, ao fim da tarde, “a terra dos sonhos, onde toda a gente trata a gente toda por igual”, abrir as suas portas aos muitos milhares de homens, mulheres, jovens e crianças, vindos de todo o País, encontraremos uma ampla e alargada oferta cultural, gastronómica, exposições, teatro, cinema, desporto, dezenas de debates, para além do convívio, da camaradagem, da fraternidade e solidariedade – parte integrante da Festa – como o atestam as muitas delegações estrangeiras que marcarão presença no Espaço Internacional, onde se pode conhecer a situação de outros países e regiões do mundo, dos exemplos, que vêm e nos animam, da resistência e luta de outros povos.
A luta continua
Mas se por estes dias, e bem, a Festa do Avante! se assumiu como a principal prioridade do Partido, num esforço final na montagem dos diferentes espaços, no preenchimento dos turnos, na divulgação da Festa e na venda da EP, outras importantes tarefas e batalhas começam a ganhar forma no horizonte.
O Governo do PSD/CDS-PP, com a conivência de IL e Chega e o apoio envergonhado do PS, prepara-se para acentuar uma política dirigida contra os interesses dos trabalhadores e do povo, alinhada com a agenda dos grupos económicos e das multinacionais, orientada para intensificar o ataque a direitos, às liberdades democráticas e para comprometer os interesses e a soberania nacionais.
Perante este novo ataque, a resposta só pode ser uma! Assim, a convocação de uma Jornada Nacional de Luta contra o Pacote Laboral, convocada pela CGTP-IN, para o próximo dia 20 de Setembro, no Porto e em Lisboa, assume particular importância no calendário da luta.
Luta que passa também pelas eleições para as autarquias locais. A CDU apresenta-se a estas eleições alicerçada num percurso de trabalho e obra realizada, de intervenção na defesa dos interesses das populações e de valorização do Poder Local Democrático. Um projecto que se assume aberto, amplo, plural, democrático e é, efectivamente, diferente de todos os outros. Travaremos esta batalha com confiança, com determinação, sabendo que com o reforço da CDU estaremos em melhores condições para travar a luta que se avizinha e que as eleições Presidenciais do próximo ano assumem uma importância relevante.
Nestas eleições estão em causa questões que têm a ver com os ataques à Constituição da República Portuguesa e ao próprio regime democrático, na linha de anteriores ofensivas, perspectivando perigosos e graves desenvolvimentos. Para derrotar tais concepções, derrotar todos aqueles que aspiram ao regresso a um passado que o povo condenou, a escolha é clara. Esta é uma batalha que só uma candidatura que nasce de quem luta todos os dias, que não aceita um caminho de degradação da democracia nem se resigna perante uma sociedade cada vez mais injusta, que se identifica, sem reservas com os valores de Abril, que corporiza um desígnio coletivo, uma ideia para o País, um caminho para o futuro, está em condições de desmascarar e combater. E essa é a candidatura de António Filipe a Presidente da República Portuguesa.
Claro que para além do referido, há que acrescentar aquela que é, sempre, prioridade das prioridades – o reforço orgânico do nosso Partido. Com confiança, com determinação, aproveitemos então a Festa para retemperar forças para as batalhas que se aproximam, porque a luta continua!




