Todos contra o pacote laboral dia 20 em Lisboa e no Porto

As estruturas do movimento sindical unitário intensificam a mobilização para a jornada nacional de luta contra o pacote laboral, que a CGTP-IN convocou para 20 de Setembro, com duas manifestações.

Para permitir a ausência justificada, foram convocadas greves

A confederação reafirmou que o anteprojecto de alterações à legislação laboral, apresentado pelo Governo a 24 de Julho, «é um assalto aos direitos de quem trabalha e uma afronta à Constituição».

Ao anunciar que, no quadro dos contactos institucionais, para expor a sua posição, iria reunir-se com a ministra do Trabalho, ontem, e com o Presidente da República, hoje, a CGTP-IN recordou que, «perante a gravidade dos conteúdos», «avançou de imediato com a intensificação da luta reivindicativa nos locais de trabalho» e «com o esclarecimento e a mobilização dos trabalhadores, pela derrota do pacote laboral, por mais salário e direitos».

Através da rede de delegados e dirigentes sindicais, estão a ser distribuídos um manifesto editado pela Intersindical, outro pela Interjovem e vários documentos produzidos por sindicatos, federações e uniões.

As manifestações vão realizar-se no Porto, às 10h30, desde a Praça do Marquês, e em Lisboa, às 15 horas, com partida do Marquês de Pombal.

Para o Porto, confluem trabalhadores deste distrito e ainda de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Viseu e Guarda. De tarde, vão manifestar-se trabalhadores dos distritos de Lisboa, Setúbal, Castelo Branco, Leiria, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Para se integrarem nos transportes colectivos, organizados por sector, região ou concelho, os trabalhadores devem contactar os seus sindicatos.

Foram apresentados pré-avisos de greve em vários sectores, particularmente onde há trabalho ao sábado, nomeadamente pelas federações FEPCES, FESAHT e FIEQUIMETAL e pelo SINTTAV, de modo a permitir que os trabalhadores faltem ao trabalho sem penalização, além da perda de remuneração (que os sindicatos frequentemente recordam ser um «investimento» na defesa de direitos e melhores condições de vida).

 



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