JCP apela à mobilização contra Exames Nacionais

A Juventude Comunista Portuguesa (JCP) denuncia os Exames Nacionais como um modelo de exclusão que «rouba o futuro aos estudantes» e apela à mobilização em defesa da Escola Pública, gratuita, democrática e de qualidade.

«Os Exames Nacionais roubam o nosso futuro»

O Secretariado da Coordenadora Nacional do Ensino Secundário da JCP denunciou, em comunicado, a política «anti-estudantil» do Governo PSD-CDS e dos partidos que o apoiam, reafirmando que «em relação ao direito dos estudantes a uma Escola Pública, gratuita, democrática e de qualidade, não aceitaremos nem um passo atrás».

À entrada do novo ano lectivo, a JCP alerta para medidas que considera reveladoras da «visão de destruição da Escola Pública para a privatizar», ignorando as necessidades e reivindicações dos estudantes.

Entre os dados apontados, destaca-se a redução de seis mil colocados na 1.ª fase do concurso nacional de acesso ao Ensino Superior – o número mais baixo desde 2016 – situação que a JCP atribui ao reforço do peso dos Exames Nacionais. «Os Exames Nacionais roubam o nosso futuro», afirma a organização, lembrando que estes constituem um método de avaliação «injusto, que desvaloriza aprendizagens, promove desigualdades e exclui milhares de jovens do acesso ao Ensino Superior».

A JCP sublinha ainda que, numa altura em que aumenta o número de alunos a concluir o Secundário, o acesso ao Ensino Superior diminui, em especial para os estudantes mais carenciados. A predominância de colégios privados nos rankings escolares é, para a organização, mais uma prova de que os Exames Nacionais são «um modelo de exclusão».

No comunicado, a Juventude Comunista denuncia igualmente a falta de professores e funcionários, as mais de 500 escolas a necessitar de obras urgentes e a desestruturação do Ministério da Educação, com a extinção de organismos como o Plano Nacional de Leitura e a Rede de Bibliotecas Escolares.

«Estes ataques não são por acaso», refere a JCP, considerando que visam «atacar todos os aspectos da Escola Pública» para abrir espaço ao negócio privado da educação, ao mesmo tempo que se procura limitar o desenvolvimento da criatividade, do pensamento crítico e do combate às desigualdades.

Face a este cenário, a JCP apela à mobilização dos estudantes do Ensino Secundário em todo o País, incentivando a realização de Assembleias Gerais de Estudantes, a dinamização das Associações de Estudantes e a construção da luta organizada.

«É possível pôr fim aos Exames Nacionais e construir a Escola de Abril», conclui a nota, garantindo que a luta dos estudantes «vai continuar».

 



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