Reforma aos 65 anos e reverter as penalizações

O deputado Alfredo Maia apresentou em conferência de imprensa, no dia 26, três projectos de lei da autoria da bancada comunista destinados a valorizar os reformados e pensionistas, valorizando quem trabalha e trabalhou uma vida inteira.

Fim das penalizações aprovadas no governo Passos Coelho

Lusa


Uma das iniciativas, explicou, «propõe a valorização do trabalho e dos trabalhadores, com a reposição da idade legal de reforma aos 65 anos» e a revisão dos regimes especiais de antecipação da idade de acesso à pensão de velhice. No texto do projecto, os deputados comunistas recordam que «há largos anos que o PCP se bate pela valorização das longas carreiras contributivas, propondo a possibilidade de acesso à pensão de velhice a partir dos 40 anos de descontos, independentemente da idade, e sem qualquer tipo de penalizações», criticando, ainda, o actual regime da idade de reforma, sujeito a uma fórmula que a faz aumentar de ano para ano. A bancada propõe, igualmente, revogar o factor de sustentabilidade, mecanismo introduzido em 2007, pelo então governo PS (e agravado por PSD e CDS), no cálculo das pensões, promovendo a redução do valor da pensão «em função da esperança média de vida».

Noutra iniciativa, propõe-se a eliminação de penalizações aos trabalhadores que já tenham acedido à pensão antecipada, para a qual foram empurrados em 2015 (sob o então governo Passos Coelho). A estes reformados, se já tiverem atingido a idade legal de reforma, ser-lhes-ão eliminadas as penalizações, aplicando-se os diplomas legislativos mais favoráveis entretanto aprovados (designadamente, em 2017, 2018 e 2019).

O terceiro projecto pretende alargar o número de escalões de pensões mínimas, que deixarão de ser quatro para passarem a ser seis (dependentes do número de anos civis de carreira contributiva), bem como aumentar a percentagem de indexação desses escalões ao Indexante dos Apoios Sociais, «reparando», como se escreve no documento, «a injustiça a quem contribuiu por 30, 40 ou mais anos».

No dia anterior, 25, deu entrada no Parlamento um projecto de lei do PCP que prevê a atribuição de um complemento vitalício de pensão de 100 euros aos antigos combatentes beneficiários do complemento especial ou do acréscimo vitalício de pensão. Além disso, prevê-se que os antigos combatentes cuja pensão seja inferior ao salário mínimo nacional a vejam actualizada por forma a atingir esse valor.

 



Mais artigos de: Assembleia da República

Governo aprofunda ofensiva e ignora o País real

Com o regresso, no dia 25, do debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, e perante a ofensiva da política de direita que continua a marcar o discurso do Executivo, da parte do PCP ficou um aviso: «Os trabalhadores vão dar a resposta que se exige. A bem das suas vidas e do País, é possível derrotar os objectivos do Governo».

Reconhecer e valorizar os bombeiros

No debate parlamentar que decorreu, no dia 25, acerca de diversas propostas sobre bombeiros, Paula Santos frisou que «o [seu] reconhecimento e valorização têm de ter tradução na vida concreta destes profissionais e nas suas condições de trabalho». Para a líder parlamentar, «é inaceitável que,...

Lei dos Estrangeiros é desumana

O Parlamento reapreciou, no dia 30, a revisão da Lei dos Estrangeiros, garantindo a sua aprovação, na sequência da declaração de inconstitucionalidade de várias das suas normas. Sobre a matéria, Paula Santos sublinhou que as alterações introduzidas no diploma para sanar as inconstitucionalidades mantêm, no essencial, as...

Crédito bonificado para pessoas com deficiência

No dia 24, a Assembleia da República discutiu um conjunto de iniciativas da autoria de diferentes bancadas sobre crédito bonificado à habitação para pessoas com deficiência, relativamente às quais o deputado Alfredo Maia esclareceu que eram acompanhadas, «no essencial», pelo PCP – que as votou favoravelmente. O...

Jogo online tem de ser regulado

«Querer ignorar o problema da dependência do jogo é viver completamente aliado do país real», afirmou Paula Santos, no início da sua intervenção, no dia 24, sobre diversas propostas do Livre, acrescentando que se deve agir no plano da saúde pública, da prevenção e do tratamento, «mas também na remoção dos estímulos ao...