Tutela dispensa 100 profissionais na ULS de Braga
O Grupo Parlamentar (GP) do PCP endereçou, no dia 2, uma pergunta ao Governo sobre a dispensa de profissionais de saúde essenciais na Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga.
Entre os 100 profissionais dispensados, cerca de 40 são enfermeiros
Em causa está a suspensão do processo de renovação do contrato de uma centena de enfermeiros e auxiliares destinados ao plano de contingência de Inverno, para permitir uma reavaliação dos custos. De acordo com informações tornadas públicas no dia 1, trata-se de profissionais com contratos celebrados ao abrigo do plano sazonal de Verão, com a duração de seis meses e termo certo.
De entre os 100 profissionais implicados neste processo, 40 são enfermeiros, os quais, de acordo com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, já tinham formalizado a entrega de documentos solicitados pelos recursos humanos para a assinatura dos novos contratos no dia 1. «No entanto, à última da hora, as tutelas superiores informaram a ULS de Braga de que, afinal, não podia avançar com as contratações dos enfermeiros», lê-se na pergunta endereçada ao Governo.
«Num momento em que faltam dezenas de milhares de enfermeiros em todo o País, o Governo PSD/CDS opta por obrigar uma ULS a dispensar os serviços a estes profissionais», afirma ainda o GP.
Governo pretende tornar ULS mais rentável
Nas questões endereçadas à tutela, o PCP questiona se o Governo confirma a dispensa destes trabalhadores e qual o seu número exacto e funções respectivas; quais os motivos que justificam a não renovação destes contratos; e, tendo em conta a opção política de entregar a ULS de Braga à gestão privada, se é o objectivo de a tornar mais rentável para o grupo privado que a vier a explorar é que explica esta decisão.




