CNA e AVADOURIENSE reclamam justiça para o Douro

Findos os prazos de candidatura à medida de apoio à entrega de uva para destilação na Região Demarcada do Douro, apenas 24% dos 15 milhões de euros disponibilizados pelo Governo foram aprovados, num total de 3,6 milhões de euros.

Apuramento dos preços praticados está longe de ser possível

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a AVADOURIENSE apontam como causas desta baixa execução as fortes quebras de produção, entre 40% e 60% conforme as zonas, mas também a implementação tardia do apoio, já com a vindima em curso, os prazos reduzidos e os obstáculos burocráticos, como a exigência de acordo com a entidade destiladora.

Mesmo com a entrega de uvas para transformação, as organizações denunciam que o apuramento dos preços praticados «está longe de ser possível», uma vez que «persiste a prática inaceitável de se receberem uvas sem preço definido». Salientam ainda as dificuldades de armazenamento que se mantêm na região.

Aquisição de 15 mil pipas de vinho

Em nota de 10 de Outubro, a Confederação e a Associação consideram, uma vez que o Governo dispõe de  verba disponível para aplicar na região, que mais se impõe a urgência da aquisição de 15 mil pipas de vinho, o que permitiria «valorizar os stocks propriedade do Estado, libertar capacidade de armazenamento e fazer chegar à região a verba disponível», atenuando o impacto da redução do benefício.

As organizações agrícolas sublinham que os viticultores durienses continuam sem saber «quando, como e com que orçamento» serão aplicadas as medidas do plano do Governo para a RDD, que tem sido «anunciado e reanunciado» e esperam que o Orçamento do Estado para 2026 traga respostas cabais, sendo que da proposta conhecida «não é possível apurar as verbas destinadas à sua implementação».

A CNA, a AVADOURIENSE e os viticultores reiteram ainda reivindicações estruturantes para a região, como a proibição da compra de uvas abaixo dos custos de produção, a utilização prioritária da aguardente regional na produção de Vinho do Porto e o reforço dos poderes da Casa do Douro.



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