MURPI exige 5% de aumento para todas as pensões e mínimo de 75 euros
No dia 9 de Outubro, data em que foi apresentada a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2026, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI reivindicou um aumento de 5% para todas as pensões, num mínimo de 75 euros. «Este aumento resulta da análise da situação social e económica em que vivem milhares de reformados com valores baixos de pensões», assegura o MURPI, lembrando que «dois em cada três pensionistas estão abaixo do limiar de pobreza», que «cerca de 1,3 milhões de pensionistas recebe menos de 591 euros» [número definido pelo INE como limiar da pobreza], que «o aumento anual tem sido insuficiente» e que «o Complemento Solidário para Idosos abrange apenas 230 mil reformados».
Segundo a Confederação, os custos da sua proposta são cerca de 2600 milhões de euros, verba que não coloca em causa a sustentabilidade da Segurança Social, tendo em consideração a evolução positiva dos saldos anuais da Segurança Social e a necessidade urgente de corrigir as injustiças sociais.
Para os reformados, «a melhoria das suas condições de vida está associada à elevação dos valores das suas reformas, mas igualmente o direito de todos à saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, à correção das perversidades que resultam da proliferação de lares clandestinos e dos insuficientes apoios aos equipamentos e serviços a prestar aos idosos, às questões da habitação, dos transportes e da mobilidade».




