Mobilização intensa para a marcha «Todos a Lisboa» este sábado, dia 8

Na mobilização dos trabalhadores para a marcha nacional contra o pacote laboral, marcada para o próximo sábado, as estruturas da CGTP-IN empenham esforços e argumentos, nas mais diversas iniciativas.

O pacote laboral é um brutal ataque aos direitos dos trabalhadores



Estão marcadas duas concentrações iniciais, ambas às 14h30. Nas Amoreiras, reúnem-se os trabalhadores da Administração Pública, enquanto os das empresas privadas (incluindo os transportes públicos, organizados na FECTRANS) estarão no Saldanha.

Todos os trabalhadores convergem para o Marquês de Pombal. A marcha segue pela Avenida da Liberdade, alternando a entrada dos sectores. O palco estará instalado nos Restauradores.

Para permitir a ausência do trabalho durante o dia 8, vários sindicatos apresentaram pré-avisos de greve.

Deslocações em transportes colectivos (autocarros e comboio) estão a ser coordenadas pelas uniões de sindicatos, em cada distrito.

Em inúmeros locais de trabalho, de diferentes sectores e regiões, têm sido distribuídos folhetos e realizados contactos, reuniões e plenários de trabalhadores.



Em empresas e serviços, mas também em ruas e praças, prossegue a recolha de subscrições para o abaixo-assinado que exige ao primeiro-ministro a retirada do pacote laboral, a revogação das normas gravosas da legislação do trabalho, o aumento geral e significativo dos salários e a defesa e reforço dos serviços públicos.

Os problemas e reivindicações actuais são abordados em ligação com os perigos contidos nas mais de cem propostas de alteração da legislação laboral, pretendidas pelo Governo e aplaudidas pelo patronato.

O CESP, por exemplo, acusou o Governo de, com o pacote laboral, vir «ajudar as empresas de distribuição a combater a nossa luta», lembrando que no sector se têm travado intensos combates «por horários dignos, contra o banco de horas e pela aplicação do nosso contrato colectivo de trabalho».

Já o SINAPSA, decidiu promover ontem um plenário geral do pessoal da actividade seguradora, dedicado a este «ataque brutal aos direitos de todos os trabalhadores».

Contra o pacote laboral e pela mobilização para a marcha de dia 8, pronunciou-se o movimento das comissões de trabalhadores. No dia 30 de Outubro, um plenário regional elegeu a Comissão Coordenadora das CT do distrito do Porto, para um mandato de três anos, e reforçou o apelo à participação na jornada nacional do próximo sábado. No dia 16, a Coordenadora das CT da região de Lisboa (CIL) emitiu um apelo a todas as comissões de trabalhadores, para o esclarecimento e luta contra o pacote laboral e para a participação na marcha nacional.

Com a participação do Secretário-Geral da CGTP-IN, Tiago Oliveira, realizaram-se diversos plenários distritais de sindicatos: anteontem, dia 4, em Bragança; dia 3, em Braga; a 31 de Outubro, na Guarda (plenário eleitoral); a 30, em Faro; a 28, em Coimbra. Alguns destes plenários terminaram com desfiles nas ruas.

50 anos da USL
Para comemorar o 50.º aniversário da União dos Sindicatos de Lisboa, realizou-se na Casa do Alentejo, na sexta-feira, 31 de Outubro, um jantar com centena e meia de actuais e antigos dirigentes. O apelo à mobilização para a marcha de dia 8 soou na intervenção do coordenador da USL, João Coelho.

 



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