Compromisso colectivo de resistência e de luta
Na Resolução da Marcha, apresentada e aclamada logo após a intervenção de Tiago Oliveira, reafirma-se a rejeição do pacote laboral e a exigência de que o Governo «recue neste ataque generalizado aos direitos, retire o pacote laboral que apresentou e revogue as normas gravosas que já hoje existem na legislação laboral e que tanto prejudicam os trabalhadores».
Os presentes na Avenida da Liberdade afirmam-se pelo «desenvolvimento da luta reivindicativa e mobilização dos trabalhadores, pela derrota do pacote laboral, por mais salário e direitos, contra o aumento do custo de vida, em defesa dos serviços públicos e das funções sociais do Estado».
Recusando «retrocessos» e classificando o pacote laboral como «um inaceitável ataque aos direitos conquistados por Abril e construídos por gerações de trabalhadores, uma afronta à Constituição da República Portuguesa e um atropelo aos direitos nela inscritos», «tudo faremos para o derrotar», afirma-se no documento.
«Para responder a este enorme ataque aos direitos e para abrir caminho para outro rumo para o País», ficou assumido o objectivo de «elevação e ampliação da luta organizada, com a mobilização e adesão à “Greve Geral - Contra o Pacote Laboral! Não ao retrocesso e à exploração. Por mais salário, mais direitos, mais serviços públicos”, que vamos realizar no próximo dia 11 de Dezembro».
Esta será «uma greve geral contra o pacote laboral e a política ao serviço do capital, por outro rumo para o País, no qual o trabalho e os trabalhadores estejam no centro de uma política de desenvolvimento e progresso, pela defesa e reforço dos serviços públicos e funções sociais do Estado, por uma vida digna para todos os que trabalham e trabalharam, para que se aplique os direitos de Abril que a Constituição consagra».
Declarando que «o nosso compromisso é de resistência e de luta por melhores salários e direitos», saiu da Marcha a garantia de que «avançaremos com toda a determinação, reforçando a unidade na acção a partir dos locais de trabalho, para derrotar o pacote laboral, valorizar o trabalho e os trabalhadores e por uma sociedade mais justa».




