China rejeita instalação de mísseis japoneses perto de Taiwan
A China advertiu que a decisão do Japão de instalar mísseis em ilhas na proximidade de Taiwan representa uma ameaça à estabilidade regional e viola princípios estabelecidos após a Segunda Guerra Mundial, recordando que a Constituição japonesa e a Declaração de Potsdam, de 1945, proíbem o rearmamento nipónico e uma política militarista por parte do Japão.
Uma porta-voz do governo chinês sublinhou que a instalação de armas ofensivas nessas ilhas se integra na estratégia das autoridades japonesas de deliberadamente provocar a confrontação no plano militar. A China «nunca permitirá que forças externas interfiram em Taiwan nem que o militarismo japonês ressurja», garantiu a porta-voz, que reiterou a determinação da China em defender a sua soberania.
Nos últimos anos, o Japão incrementou sistematicamente o seu orçamento e poderio militar, adquirindo armamento cada vez mais sofisticado e com capacidade ofensiva, expondo a tentativa de sectores da direita, incluindo de extrema-direita, no Japão de revogar o quadro pacifista do país e retomar a política militarista do passado.
A posição chinesa surgiu após o ministro da Defesa japonês ter afirmado que a instalação de novos mísseis de alcance intermédio está prevista pelo Japão, na sequência das anteriores declarações provocatórias da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, relativamente a Taiwan, que representam uma aberta ingerência e uma ameaça de envolvimento militar do Japão. Uma política de promoção da confrontação em linha com a seguida pelos EUA, o principal instigador da militarização da região Ásia-Pacífico, contra os interesses dos povos da região e visando, particularmente, a China.
Estas declarações causaram uma forte reacção de Pequim, que não só exigiu que o governo nipónico se retracte, como adoptou medidas visando restringir o intercâmbio de pessoas, o comércio e o diálogo entre os dois países.




