A 29, «Todos pela Palestina» em Lisboa e no Porto
A Campanha de Solidariedade «Todos pela Palestina! Fim ao genocídio! Fim à ocupação!» culmina no sábado, 29 de Novembro – Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano – com uma Manifestação Nacional em Lisboa e no Porto.
Israel continua a protagonizar ataques na Faixa de Gaza
As concentrações estão marcadas para as 15h00, nos Restauradores, em Lisboa, e na Praça da Batalha, no Porto, reunindo participantes de todo o País numa forte demonstração de apoio à causa palestiniana.
Iniciada a 2 de Setembro, a campanha conta já com a adesão de mais de 150 associações, coletivos, organizações, entidades e dezenas de personalidades que apelam à participação de todos. Entre os subscritores estão Isabel Camarinha, presidente da Direcção Nacional do CPPC; Maria do Céu Guerra, presidente da Direcção Nacional do MPPM; Mariana Metelo, vice-presidente do Projecto Ruído e membro da Direcção do Conselho Nacional da Juventude; Tiago Oliveira, Secretário-Geral da CGTP-IN; Agostinho Santos, jornalista e artista plástico; Alexandre Esgaio, ilustrador; André Gago, actor; Bruno Carvalho, jornalista; Carlos Almeida, vice-presidente do MPPM; e Dalila Carmo, actriz, entre muitas outras personalidades de diversas áreas.
«Apesar do cessar-fogo, Israel continua a protagonizar ataques na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que intensifica a agressão e a ocupação na Cisjordânia. A ajuda humanitária continua insuficiente para suprir as necessidades do povo palestiniano, massacrado nas últimas décadas e, especialmente, nos últimos dois anos», alertam os organizadores, apelando à participação de todos na manifestação.
Solidariedade nacional
No âmbito da campanha, amanhã, 28, junto ao edifício da Assembleia Legislativa da Madeira, no Funchal, tem lugar uma concentração pela Palestina, às 19h00, promovida por diversas entidades e organizações da Região. Iniciativas semelhantes tiveram lugar nos últimos dias na Covilhã, Gaia e Lisboa. Anteontem aconteceu uma concentração junto à Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), que está a produzir 2 milhões de moedas para o Estado de Israel. Está também agendada a visita de uma delegação israelita à INCM para assinalar a cunhagem das primeiras moedas. «Não aceitamos a impunidade de Israel nem a cumplicidade do Governo português, que, tendo reconhecido o Estado da Palestina em Setembro passado, continua sem tomar medidas concretas em prol do estabelecimento do Estado da Palestina nas fronteiras de 1967, com capital em Jerusalém Oriental, e do cumprimento do direito de retorno dos refugiados palestinianos, conforme as resoluções adotadas no âmbito da ONU», apela-se.




