Venezuela não será colónia de ninguém

Desde há 10 dias que os EUA assaltaram dois navios petroleiros no Mar das Caraíbas, que transportavam petróleo venezuelano, ameaçando continuarem estes actos de pirataria e imporem um bloqueio naval à República Bolivariana da Venezuela até que este país lhe entregue a exploração dos recursos petrolíferos.

EUA pretendem impor uma mudança de regime e instalar um governo fantoche na Venezuela

Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela, acusou os EUA de quererem impor uma mudança de regime e instalar um governo fantoche na Venezuela que lhes entregue a soberania e converta a Venezuela numa colónia, aludindo às inaceitáveis e descaradas declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, as quais confirmam as intenções dos EUA de se apoderarem do petróleo, das terras e de outros recursos venezuelanos.

Face às ameaças e pretensões belicistas e colonialistas do imperialismo norte-americano, Nicolás Maduro assegurou que a Venezuela continuará a comercializar os seus recursos, afirmando que «é ilegal, segundo todos os acordos, impedir o livre comércio marítimo nos mares e oceanos de todo o mundo. Não estamos no tempo dos corsários. A Venezuela prosseguirá o comércio do nosso petróleo e das nossas riquezas naturais, que pertencem ao seu único dono legítimo desde há séculos: o soberano povo venezuelano. É o dono absoluto de todas as suas riquezas».

Sublinhando que a Venezuela está a defender o direito a existir enquanto República soberana, assim como de todo um continente, o Presidente venezuelano garantiu que a Venezuela não será colónia de ninguém, confiante que o povo venezuelano, em união cívico-militar-policial, fará prevalecer os seus direitos históricos sobre a sua terra, as suas riquezas minerais, o seu petróleo.

Nicolás Maduro reiterou que os venezuelanos estão a defender «o mais sagrado que tem um país: o direito à vida do seu povo», que têm «a força e a razão e o apoio dos povos do mundo perante a escalada belicista, ilegal, desproporcionada» dos EUA e que «é tempo de respeitar o direito internacional».

EUA capturam outro petroleiro

Os EUA assaltaram e capturaram um novo navio petroleiro, o segundo em 10 dias, em águas internacionais, ao largo das costas da Venezuela. No dia 10, Donald Trump anunciou um bloqueio total e completo dos navios petroleiros que entrem ou saiam da Venezuela e que estejam submetidas a sanções norte-americanas.

Nos últimos meses, os EUA reuniram no Mar das Caraíbas mais de uma dezena de navios de guerra, incluindo um porta-aviões, com uma força de 15 mil efectivos.

Entretanto as autoridades venezuelanas solicitaram a realização de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater a agressão contínua dos EUA contra o seu país. A reunião terá tido lugar na passada terça-feira, 23.

O PCP já condenou as graves e inaceitáveis acções belicistas e ameaças de agressão militar contra a República Bolivariana da Venezuela por parte da Administração Trump que, a coberto de falsos pretextos, visam impor o domínio e o saque dos imensos recursos deste país pelo imperialismo norte-americano, como o demonstram as acções de pirataria e as recentes declarações do Presidente dos EUA. E chamou ainda a atenção para o silêncio do Governo português perante a chantagem, as provocações e ameaças de agressão militar dos EUA contra a Venezuela em flagrante violação dos princípios da Carta da ONU e do direito internacional.

 



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