Mensagem de luta em acção na Celcat

Paulo Raimundo participou, na tarde de dia 6, numa acção de contacto com os trabalhadores da Prysmian Celcat, em Sintra, inserida na acção nacional Outro rumo para o País. Rejeitar o pacote laboral, a exploração e as injustiças.

«É preciso valorizar quem trabalha»

Ao lado de cerca de uma dezena de militantes, o Secretário-Geral levou aos trabalhadores da empresa produtora de cabos muito mais do que um «feliz ano novo»: levou uma mensagem de esperança, de que um futuro melhor é possível. E explicou, em declarações à imprensa, que se impõe não o caminho da precariedade, desregulação de horários e despedimento por justa causa proposto pelo Governo. «É precisamente o contrário. É preciso afirmar direitos», assinalou.

«Nós não temos um problema de falta de ânimo ou de recursos no País. Temos é um problema de falta de salários, condições de vida, direitos, garantias no acesso ao SNS e professores nas escolas. É isso que é preciso resolver», asseverou.

O caminho faz-se lutando
«É preciso valorizar quem trabalha, aqueles que criam a riqueza e põem o País a funcionar todos os dias», destacou.

O Secretário-Geral foi enfático ao reafirmar, perante as questões dos jornalistas, que não é insistindo no pacote laboral que o Governo vai conseguir desenvolver o País: «Isso não se faz com o pacote laboral. Faz-se com a rejeição do pacote laboral!». Para Paulo Raimundo, impõe-se como necessidade primeira do momento actual que o Executivo de Luís Montenegro retire a proposta de alteração à lei laboral de cima da mesa – que já foi derrotada na luta, com a greve geral de 11 de Dezembro, e que precisa, agora, de ser “enterrada” de uma vez por todas. «Na próxima semana, no dia 13, por convocação da CGTP-IN, vai haver uma manifestação junto à Assembleia da República. Vai ser exactamente mais um momento para afirmar a retirada da proposta», realçou (ver pág. 11).

É preciso ainda travar…
Espaço houve para recordar as muitas batalhas que os trabalhadores e o povo têm pela frente. Desde logo, e como lembraram os jornalistas numa pergunta, o pacote da habitação do Governo (discutido e votado amanhã), que, para o Secretário-Geral, não irá travar, mas aprofundar a especulação.

O dirigente comunista denunciou, ainda, o caminho aberto à privatização do SNS, o aumento do custo de vida (ver págs. 4 e 5) e os sucessivos ataques à escola pública.

 



Mais artigos de: PCP

No distrito de Portalegre, a água deve regressar à gestão municipal

Numa nota recente do Secretariado da Direcção da Organização Regional de Portalegre, o PCP reafirma o que sempre defendeu: a gestão da água e resíduos em baixa deve ser competência da esfera autárquica. A empresa intermunicipal “Águas do Alto Alentejo”, constituída por dez municípios do distrito – de maiorias PS e PSD –...

Não basta desejar uma vida melhor, é preciso conquistá-la

Numa reacção à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Pedro Guerreiro, do Secretariado do Comité Central do PCP, registou os desejos de uma vida melhor manifestados pelo Chefe de Estado, que seria alcançada por uma política que efectivamente respeitasse e concretizasse a Constituição da República Portuguesa....

Já saiu O Militante

Está disponível a partir de hoje a mais recente edição da revista O Militante, relativa aos meses de Janeiro e Fevereiro de 2026. O título principal, Resistir para vencer, a alternativa constrói-se na luta, é significativo dos tempos em que vivemos e do conteúdo da publicação, que abre com a...