Acesso à saúde em causa em Vila do Conde e Lagos
Dificuldades no acesso a cuidados de saúde é uma realidade cada vez mais presente na vida dos portugueses. Em Vila do Conde, o PCP voltou a insistir na urgência de construir o novo Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde (CHPVVC), há muito aguardado.
Há 20 anos que o PCP exige um novo Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde
O acesso dos vilacondenses aos cuidados de saúde tem sofrido uma progressiva degradação, com sucessivos ataques a Unidades de Saúde Locais do SNS, pondo em causa este direito fundamental. São prova disso os encerramentos do Serviço de Atendimento de Situações Urgentes de Caxinas; da Unidade de Saúde de Vairão; da Urgência da Unidade Hospitalar de Vila do Conde, o desaparecimento da ambulância que a substituía; o fim do acesso a um conjunto de especialidades e a tentativa de caminhar em direcção ao encerramento da Urgência Obstétrica do Hospital da Póvoa de Varzim.
O CHPVVC serve uma população de aproximadamente 150 mil habitantes, população que há muito aguarda o prometido novo centro hospitalar a ser construído na fronteira entre os dois concelhos, afirma a concelhia vilacondense comunista numa nota de dia 23. Há mais de 20 anos que o PCP insiste nesta proposta, tendo conseguido inscrever, no Orçamento do Estado (OE) para 2021, uma verba de sete milhões de euros para a conclusão das obras de requalificação. No entanto, apenas parte desse valor foi entregue, ficando o resto cativo e, mais tarde, por opção da maioria absoluta do PS, eliminada do OE para 2022.
USF tipo C em Lagos
O PCP manifestou, no dia 24, o seu mais profundo repúdio pela intenção do Governo de avançar com a implementação de uma Unidade de Saúde Familiar (USF) de modelo C em Lagos. Esta decisão, acusa a Comissão Concelhia de Lagos, insere-se numa ofensiva mais ampla de ataque ao SNS e de entrega progressiva dos cuidados de saúde primários ao sector privado.
A criação de USF de modelo C corresponde à aplicação de um modelo de gestão privada, externa ao SNS, orientado para o lucro, com um regime jurídico diferente e com exigências de qualidade «ainda insuficientemente definidas».
A criação desta USF modelo C não corresponde às necessidades da população, «pelo contrário, irá agravar a dificuldade de fixação de profissionais no SNS, desviando médicos e enfermeiros para estruturas privadas financiadas com dinheiro público, em detrimento do reforço de uma resposta pública, integrada e universal», lê-se na nota.




