Organizações regionais de Viseu e Coimbra preparam assembleias

As organizações regionais de Viseu e de Coimbra do PCP estão a preparar as suas assembleias, momentos fundamentais na vida do Partido, a nível local e nacional, também pelos amplos processos de preparação e discussão que as antecedem. O Avante! dá conta do progresso já trilhado em ambos os distritos.

As assembleias são momentos altos da vida do Partido


«A realização em 2026 de assembleias das organizações que as não realizam desde 2022», assim determinou o Comité Central do PCP, entre tantas outras medidas, na resolução Um PCP mais forte. É preciso! É possível! que aprovou na sua reunião de 1 e 2 de Março. E é já exactamente isso que está em andamento: por todo o País, realizaram-se já assembleias concelhias, com tantas outras em preparação (como nos concelhos de Oeiras, Santarém, Setúbal, Torres Novas, Chamusca); e nas próprias organizações regionais (com destaque para os distritos de Viseu, Coimbra e Santarém). A resolução é recente e, mesmo que ainda não estejam anunciadas, espera-se que o mesmo venha a suceder a tantos outros níveis da organização partidária: nas freguesias, nas células de empresa, nos sectores e sub-sectores específicos.

Em Coimbra

Está em preparação a XI Assembleia da Organização Regional de Coimbra (AORC), que se realizará a 16 de Maio, o que significa que a Proposta de Resolução Política, apresentada pela Direcção da Organização Regional, está agora a ser discutida nos organismos do Partido e nas assembleias plenárias. Pretende-se que este processo de discussão se estenda até ao início do mês de Maio. Na AORC culminará todo este processo de debate realizado nas diversas organizações e organismos do Partido a nível regional.

Os militantes do distrito de Coimbra dão conta que desde a anterior AORC, o Partido, apesar de debilidades e insuficiências – que afirmam importar identificar e debelar –, a par de uma intensa e diversificada acção, realizou 18 assembleias das organizações concelhias, de freguesias e sectores; recrutou 80 novos militantes e responsabilizou mais de 100 camaradas com tarefas concretas. Estão em funcionamento 108 organismos no distrito.

Reforçar

Na organização conimbricense tem vindo a ser discutido o reforço do Partido: deram-se passos na criação de comissões inter-freguesias, quer em Coimbra, quer na Figueira da Foz, tentando agregar condições de funcionamento (como aponta também a resolução aprovada pelo Comité Central); está já traçado o objectivo de estruturar o sector de empresas do concelho de Coimbra, discutindo a possibilidade de criação de um organismo de direcção que, sem substituir o papel fundamental das reuniões de células e sectores, as ajude no seu trabalho; e está identificada a necessidade de realizar assembleias em 11 organizações distintas.

Particular interesse merece a criação da célula do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra. Até ao momento existiam células dos vários locais de trabalho, mas a fusão das unidades de saúde e o seu aprofundamento com a criação das Unidades Locais de Saúde em Coimbra, aumentou a mobilidade de trabalhadores entre locais de trabalho, pelo que se concluiu pela necessidade de considerar o funcionamento da organização em conjunto.

A Organização Regional faz igualmente notar que entre 2021 e 2024, a população cresceu em 16 dos 17 concelhos do distrito – facto inédito desde há décadas a esta parte, o que não está alheio ao saldo migratório. Isto, apontam, confirma que está em curso uma significativa alteração da composição da força de trabalho no distrito, o que coloca exigências e esforço redobrado ao Partido no contacto com esta grande massa de trabalhadores imigrantes.

Em Viseu

A realização da XIII Assembleia da Organização Regional de Viseu (AORV) aproxima-se a passos largos, agendada para dia 11 de Abril, no IPDJ de Viseu.

De acordo com o regulamento da XIII AORV, nestas assembleias, prevê-se a eleição de 146 delegado (83 efectivos, 25 suplentes e 43 por inerência). A organização regional tem 995 membros.

Discussão

Nas assembleias plenárias, para além da eleição dos delegados à AORV, os militantes do distrito têm discutido a Proposta de Resolução Política apresentada pela Direcção da Organização Regional de Viseu. O documento faz uma breve caracterização económica e social da região, que se debruça sobre elementos como a população, o desemprego, pobreza e exclusão social, o desenvolvimento do tecido económico e produtivo, a regionalização, transportes, acessibilidades e mobilidade, infra-estruturas, habitação, cultura, educação, saúde e ambiente.

Está previsto um ponto de balanço sobre a actividade do Partido, desde a intervenção institucional , as eleições decorridas desde a última assembleia, a luta desenvolvida no distrito e a organização do próprio Partido. Elemento de particular interesse serão as propostas e linhas de trabalho para o futuro, das quais o Avante! oportunamente dará conta.

 

Porquê realizar assembleias de organização?

No PCP, estas assembleias são momentos altos da profunda democracia interna pela qual se rege o colectivo partidário. Antecedem-nas amplos momentos de discussão que procuram envolver todos os militantes – do colectivo de base aos próprios organismos de direcção, em que todos são chamados a dar o seu contributo, pois considera-se valioso, por mais pequeno que seja. Analisa-se a situação nacional, regional, local ou de empresa e procura-se ligar o Partido, os seus militantes e a sua intervenção à vida do povo e dos trabalhadores procurando responder aos problemas e traçando objectivos para a intervenção do Partido em cada realidade concreta. Discute-se o Partido: identificam-se problemas, deficiências e dificuldades próprias das estruturas e, partindo das condições concretas existentes, sem “enterrar a cabeça na areia” e de forma colectiva, traçam-se caminhos para as superar. Desenham-se linhas de trabalho e intervenção para o futuro: são exemplo disso as resoluções políticas aprovadas – autênticas ferramentas de trabalho que guiam o trabalho das organizações nos períodos entre assembleias. Igualmente importante é a eleição de organismos de direcção, compostos por militantes que vão dirigir o trabalho das organizações e dos seus militantes, procurando reforçar assim, naturalmente, o importante trabalho de direcção.

 

 



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