Agressão israelita agrava situação na Faixa de Gaza

Agrava-se a situação na Faixa de Gaza provocada pelos contínuos bombardeamentos e pelo bloqueio israelita que impede a entrada no território palestiniano de medicamentos, alimentos e combustível, entre muitos outros bens essenciais.

As autoridades de Gaza denunciaram que o território está a viver uma verdadeira tragédia que se agrava a cada dia devido aos ataques israelitas e à falta de ajuda suficiente para socorrer os deslocados palestinianos. A deterioração generalizada da situação vem agravar a sistemática destruição de habitações, de escolas ou dos sistemas de abastecimento de água, entre outras infra-estruturas essenciais levada a cabo por Israel. Centenas de milhares de deslocados estão expostos às intempéries.

Os palestinianos condenam Israel pela sua política genocida, incluindo pela limitação da entrada de ajuda no território, devastado por mais de dois anos de agressão militar. Os postos fronteiriços operam a 40 por cento da sua capacidade e o volume de ajuda recebida não supera os 43 por cento das necessidades da população.

Desde 10 de Outubro de 2025, quando entrou em vigor o cessar-fogo na Faixa de Gaza, e até 2 de Abril, Israel violou o acordo mais de 2070 vezes, cometendo uma média de 13 ataques diários. Estas acções agressivas resultaram no assassinato de 713 palestinianos e nas severas restrições da ajuda humanitária essencial. No período referido, e no quadro dos contínuos ataques contra palestinianos, as forças israelitas dispararam contra a população palestiniana em 840 ocasiões, invadiram zonas residenciais 95 vezes, bombardearam a Faixa de Gaza 1051 vezes e demoliram propriedades em 217 ocasiões. Dos 713 palestinianos assassinados, 309 eram crianças, mulheres ou idosos, representando 43,3 por cento das vítimas mortais. Os feridos ascendem a 1943, dos quais 1044 (53,7 por cento) correspondem a crianças, mulheres ou idosos. Além disso, Israel sequestrou 50 palestinianos na zona.

Israel não cumpre os termos do acordo de cessar-fogo, bloqueando ou restringindo a entrada de bens essenciais. Apenas ingressaram na Faixa de Gaza 39,3 por cento dos veículos esperados diariamente (600 camiões). Foi permitida a passagem de cerca de 15 por cento do combustível necessário e priorizaram-se alimentos não nutritivos em vez de carne, produtos lácteos ou verduras.

As restrições intensificaram-se com o fecho dos postos fronteiriços. A 28 de Fevereiro, Israel encerrou todas as passagens, incluindo Rafah e Karem Abu Salem, alegando uma situação de emergência durante a agressão militar israelita-norte-americana contra o Irão.

Embora o posto de Karem Abu Salem tenha sido reaberto a 3 de Março para a entrada gradual de ajuda humanitária, as entregas continuam com atrasos significativos por causa das inspecções israelitas prolongadas. A passagem de Rafah, ocupada por forças israelitas em Maio de 2024, foi reaberta parcialmente a 2 de Fevereiro com apertadas restrições.

Neste contexto, a 1 de Março, Israel proibiu a acção de 37 organizações de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, uma medida devastadora para os mais de dois milhões de habitantes da Faixa de Gaza que dependem da sua assistência.

 



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