CM de Gaia não cumpriu

Os trabalhadores não docentes das escolas do concelho de Vila Nova de Gaia entraram em greve no dia 2, por todo o período da interrupção lectiva da Páscoa, até amanhã, dia 10.

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte emitiu o pré-aviso, «face à persistente falta de respeito da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia» para com aqueles funcionários.

Ao anunciar a greve, o sindicato recordou que numa reunião, em Janeiro, o vice-presidente da CM, responsável pelo pelouro da Educação, reconheceu «os problemas existentes no projecto Gaia Aprende+ e manifestou discordância com a forma como o mesmo vinha sendo implementado». Foi «assumido o compromisso político de terminar com a cedência de trabalhadores das escolas às IPSS, responsáveis pelas actividades não lectivas». Sem garantia de que a mudança ocorresse já na Páscoa, o vereador «comprometeu-se a reunir com o STFPSN em tempo útil, de modo a informar sobre a evolução do processo», mas tal não aconteceu.

O sindicato, no início de Março, pediu nova reunião. No dia 12, a Câmara enviou aos trabalhadores as escalas para o projecto até Dezembro, incluindo todas as pausas lectivas. «Foi o cair tudo», lamentou, no dia 2, uma dirigente do sindicato da FNSFTPS/CGTP-IN. À agência Lusa, durante uma concentração frente aos Paços do Concelho, Lurdes Ribeiro disse que «os trabalhadores estavam cheios de esperança, nós próprios acreditámos, foi-nos dito pelo senhor vice-presidente, não foi assim por um intermediário qualquer». Admitiu que, até ao final da greve, fosse divulgada «mais alguma coisa» sobre o prosseguimento da luta.

 



Mais artigos de: Trabalhadores

Terceiro período lectivo com mais luta nas escolas

Com a falta de professores a atingir «níveis críticos», o ministro da Educação tem de explicar a redução de vagas, exigiu a FENPROF, que insiste na premente necessidade de valorizar a carreira docente.

Greves por melhores salários na Nobre e na Otis

Em Rio Maior, durante a greve de dia 6, na Nobre Alimentação, foi reafirmada a determinação de lutar pela negociação das reivindicações apresentadas. Com o mesmo motivo, há hoje greve nacional na Otis.

Há dinheiro na ULS do Algarve

Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve reivindicam o pagamento dos retroactivos em dívida referentes ao período entre 2018 e 2021. Quem o afirma é o SEP, que destaca o facto de a Justiça já ter dado razão aos profissionais. «Exigimos a harmonização da decisão do tribunal a todos os enfermeiros da ULS,...

Legalidade reposta na FCC

O Tribunal de Penafiel condenou a FCC, no dia 30, a devolver os valores descontados aos trabalhadores da recolha de resíduos urbanos em Marco de Canaveses que fizeram greve em feriados. O STAL, que dá a notícia, considera que a decisão «vem repor legalidade e justiça». O sindicato da CGTP-IN sublinha que a empresa, até...

Condições penosas na Accenture

O CESP reuniu com a Accenture no Ministério do Trabalho no dia 12 para analisar o que considera ser diversas «situações graves». Em concreto, a estrutura refere que o trabalho é realizado em ritmos intensos e à frente de ecrãs, num contexto de obras no edifício, sem condições ergonómicas, com exposição prolongada a...

«Crime» contra Educação

O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) considera que a extinção da Editorial do Ministério da Educação é um «crime» e um ataque ao serviço público. As funções da EMEC passaram para a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, mas a maioria dos trabalhadores não foi aqui...