PELO DIREITO A VIVER MELHOR
«aumentar salários, defender direitos, valorizar os serviços públicos»
Na continuada operação de propaganda com que visa dissimular os efeitos perversos das suas opções políticas, o Governo afirmou recentemente que o País e a vida dos portugueses estão melhores.
Ora, a verdade é que Portugal se confronta com graves problemas estruturais e a vida da maioria dos portugueses está cada vez pior, em consequência da política de direita que o Governo insiste em prosseguir (com o apoio do Chega e da IL e a cumplicidade do PS).
De facto, numa situação marcada pela escalada da guerra que o imperialismo promove (e que conta com o apoio do PSD, CDS, IL e Chega) e que o grande capital aproveita para aprofundar a exploração e acumular a riqueza que os trabalhadores produzem, vão-se agravando as condições económicas e sociais. Aumentam os preços e, consequentemente, o custo de vida, em contraste com os baixos salários e as baixas pensões e degradam-se os serviços públicos. Em consequência, aumenta o número de portugueses com vidas difíceis e, em simultâneo, os lucros dos grupos económicos e multinacionais atingem valores recorde.
O mesmo se passa relativamente às consequências das intempéries de 2026, com problemas que estão longe de estar resolvidos, apesar dos apoios que o Governo prometeu mas não concretizou.
No plano da saúde, faltam médicos, enfermeiros e técnicos no Serviço Nacional de Saúde e continuam a nascer bebés em ambulâncias porque os serviços foram encerrados. A vida dos que esperam por consulta e por cirurgia e dos milhares ainda sem médico de família está pior.
A vida para quem já não aguenta os custos com medicamentos ou tratamentos, para quem tem de recorrer ao crédito para responder a um problema de saúde, está cada vez mais difícil.
A vida está também pior para quem não consegue vagas nas creches, está a sofrer os efeitos do ataque à Escola Pública ou não consegue aceder ou mesmo suportar os custos da habitação.
A vida está pior para todos aqueles que estão a pagar a factura dessa guerra de agressão dos EUA e de Israel ao Irão, que PSD, CDS, Chega e IL apoiam desde a primeira hora e para a qual o Governo, por via da cedência da Base das Lajes, arrastou Portugal, tornando-se assim, ao mesmo tempo, responsáveis pelo aumento brutal e acelerado do custo de vida, na habitação, nos alimentos, na energia, no gás, nas comunicações.
É neste contexto que se desenvolve a intervenção do PCP, dando centralidade aos problemas concretos, apontado as suas causas e responsáveis, denunciando a grande operação de propaganda que o Governo mantém em curso, enquanto vai descaracterizando os serviços públicos e abrindo áreas de negócio aos grupos económicos. Mas, o PCP não se limita à denúncia, aponta também as soluções, apresentando numerosas propostas concretas, exigindo o aumento dos salários e das pensões, os apoios de que as populações carecem, a defesa e valorização dos serviços públicos, a retirada do pacote laboral e a revogação das normas gravosas da legislação laboral.
É neste contexto que, amanhã, se vai realizar em Lisboa a manifestação nacional convocada pela CGTP-IN e se preparam as comemorações do 25 de Abril bem como a grande jornada de luta do 1.º de Maio, a partir da acção reivindicativa nas empresas e locais de trabalho. Luta por salários, direitos e melhores serviços públicos e pela derrota do pacote laboral, que os trabalhadores em diferentes acções de luta já rejeitaram e que o Governo insiste em fazer aprovar.
Prosseguindo também a sua acção pela paz, pela solidariedade com os povos cubano (com acções previstas para o próximo domingo, em Lisboa), palestiniano, libanês e iraniano, assim como a todos os povos do Médio Oriente e do mundo que se confrontam com a agressão do imperialismo, o PCP condenou veementemente os bárbaros bombardeamentos de Israel sobre o Líbano, da semana passada, que provocaram centenas de mortos e mais de mil feridos e a agressão dos EUA e de Israel ao Irão.
O PCP considera que os EUA e Israel são o mais perigoso agente de guerra, morte e destruição contra os povos do Médio Oriente e do mundo, incluindo com as suas profundas repercussões no plano económico e social e insta a que o Governo português ponha fim à sua conivência com essas agressões e se empenhe numa política de defesa da Paz, da solução política dos conflitos, de respeito pelos princípios da Carta da ONU e do direito internacional.
O PCP rejeita o curso de militarização e belicismo que continua a ser promovido pelos EUA, e os seus aliados, como a NATO, a União Europeia ou Israel, denuncia as sérias ameaças que este comporta para a Humanidade e apela ao fortalecimento da luta pela Paz e à solidariedade com os povos que defendem a sua soberania e direitos.
Aprofunda-se a discussão, planificação e execução da resolução «Um PCP mais forte! É preciso, É possível.»
Um PCP mais forte é, de facto, condição decisiva para abrir caminho a uma outra política, patriótica e de esquerda, que rompa com a política de direita, que, por mais que o Governo queira insinuar o contrário, é a verdadeira causa dos problemas dos trabalhadores, do povo e do País.




