FESAHT denuncia bloqueio patronal
A FESAHT denuncia que o bloqueio da contratação colectiva na Hotelaria, Restauração e Turismo mantém centenas de milhares de trabalhadores a receber apenas o salário mínimo nacional (SMN), numa situação contestada com concentrações no Porto, Lisboa e Albufeira.
Luta continua em todo o País
As concentrações de dirigente e delegados sindicais da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) foram marcadas para ontem – já com a edição do Avante! fechada – junto das sedes das principais associações patronais de hotelaria, restauração e turismo para denunciar o bloqueio da contratação colectiva e exigir o reinício de negociações efectivas.
Segundo a federação, a recusa das associações patronais em avançar com a revisão dos Contratos Colectivos de Trabalho está a impedir a valorização dos salários e dos direitos dos trabalhadores, mantendo «muitas centenas de milhares» de profissionais a auferir apenas o SMN. A FESAHT considera que esta situação é incompreensível numa altura em que o sector regista um crescimento da actividade turística, aumento das receitas e acumulação de lucros por parte das empresas.
As acções marcaram o arranque de uma campanha nacional de esclarecimento e denúncia sobre a situação vivida pelos trabalhadores da hotelaria, restauração e bebidas, perante a recusa da AHRESP, AHP, APHORT, AHISA e AHETA em responder às propostas apresentadas pela FESAHT para a revisão dos Contratos Colectivos de Trabalho. A CGTP-IN anunciou a participação do seu Secretário-Geral, Tiago Oliveira, na concentração de Lisboa.




