O conceito “Duplo Uso” não pode servir para iludir ou subverter

Rui Fernandes
É recorrente e já antigo o recurso ao justificativo “Duplo Uso” para sustentar opções de vária natureza, normalmente associando ao sempre simpático tema da poupança de custos – que funciona como a expressão mágica que desloca o foco da questão central que esteja em ponderação. Uma multiplicidade de exemplos podem ser dados para ilustrar a questão. Vejamos: um copo para água também pode servir para outro líquido, um tacho também pode servir de panela, uma faca para cortar pão também corta carne, etc. Mas cada uma destas utilizações desvirtua a natureza para que foi...

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