Artes e memórias políticas
Em linha com o capitalismo neoliberal por ora dominante, as políticas culturais dos Estados têm seguido a esteira da privatização e da fragmentação entregando ao mercado as exigências dos serviços, o que reforça o seu controlo sobre as esferas sociais e culturais. Um «casino cósmico», na feliz fórmula de George Steiner, em que o mercado promove uma cultura de impacto máximo e obsolescência imediata, cultura enquanto diversão numa sucessão acelerada de modas em que o kitsch prospera e os Estados esforçam-se, no melhor dos casos, em frustres políticas...
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