Cuba repudia nova manobra dos EUA

O Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, condenou a acção judicial promovida a partir de Miami contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro, e qualificou-a como uma manobra política sem valor jurídico nem efeito prático.

Medida persecutória de juiz norte-americano contra Raúl Castro faz parte do patético circo de Miami

O chefe do Estado cubano afirmou que a medida persecutória faz parte de um patético circo de Miami e assegurou que as acções dirigidas contra Raúl Castro se confrontarão sempre com a determinação do povo cubano de defender a Revolução. A iniciativa, afirmou, constitui uma manobra organizada por anticubanos para tentar justificar o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba.

Entre os numerosos países, organizações e entidades que por todo o mundo condenaram a manobra judicial dos EUA para pressionar Cuba, contam-se a China e a Rússia.

A China reiterou que se opõe ao uso abusivo de medidas judiciais para exercer pressão sobre Cuba e que apoia firmemente o país caribenho na defesa da sua soberania nacional e na rejeição de ingerências externas.

A Rússia repudiou a ordem de prisão emitida por um juiz norte-americano contra Raúl Castro, acentuando que tal acto merece uma condenação enérgica, reafirmou a solidariedade com Cuba e alertou que a escalada de tensão em torno de Cuba poderá desestabilizar toda a região.

PCP solidário

Num comunicado emitido anteontem, 27, a propósito da votação na Assembleia-Geral das Nações Unidas de uma resolução que defende o fim do bloqueio dos EUA contra Cuba, o PCP instava o Governo português a que mantenha o seu apoio a esta resolução e actue no quadro das suas relações diplomáticas «para que seja posto fim ao bloqueio, a todas as medidas coercivas e às ameaças dos EUA contra Cuba». Apelava ainda ao desenvolvimento de «relações de cooperação entre Portugal e Cuba, no interesse dos povos português e cubano».

Exigindo o fim do bloqueio dos EUA contra Cuba, a retirada de Cuba da ilegítima e arbitrária lista dos EUA de denominados “Estados patrocinadores do terrorismo”, o fim da política genocida e das ameaças da Administração Trump contra o povo cubano, o Partido ressalva o direito do povo cubano a «decidir soberanamente o seu caminho de desenvolvimento, livre de pressões e ingerências externas».

Carta aberta ao Governo português

O Conselho Português para a Paz e Cooperação e a Associação de Amizade Portugal-Cuba promoveram a subscrição de uma carta aberta ao Governo português, denominada «Fim ao bloqueio dos EUA contra Cuba», apelando à solidariedade com o povo cubano e exigindo o fim do bloqueio imposto pelos EUA a Cuba.

Na carta aberta, 55 organizações portuguesas desafiam o Governo a apoiar a resolução apresentada na ONU pelo 35.º ano consecutivo e a agir no quadro das suas relações internacionais, nomeadamente no âmbito da União Europeia, para que outros países continuem a apoiar através do seu voto, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o fim do bloqueio económico, comercial, financeiro e energético imposto pelos EUA contra Cuba.

Deputados do Parlamento Europeu

Por iniciativa de João Oliveira, deputado do PCP no Parlamento Europeu, dezenas de parlamentares enviaram uma carta ao presidente do Conselho Europeu e aos Estados-Membros da União Europeia, instando a que estes votem favoravelmente, na Assembleia Geral das Nações Unidas, a resolução que exige o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba.

A iniciativa denuncia os impactos de mais de 60 anos do bloqueio imposto pelos EUA contra Cuba, incluindo os efeitos extraterritoriais, e ainda o seu agravamento, nomeadamente através do impedimento do fornecimento de combustíveis a este país através da imposição de um autêntico cerco petrolífero.

Os subscritores consideram que se trata de inaceitáveis e ilegais medidas coercivas, contrárias à Carta das Nações Unidas e ao direito internacional, que visam impedir a chegada de alimentos, medicamentos, combustíveis e outros bens essenciais a Cuba.

A carta insta os Estados-Membros da União Europeia a que votem a favor da resolução «Necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA contra Cuba».

 



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