Greve da Administração Pública para 20 de Novembro

A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública convocou uma greve nacional para 20 de Novembro, em protesto contra a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2027 e para exigir a negociação das reivindicações dos trabalhadores.

«O aumento do salário é urgente e necessário»

A decisão foi aprovada anteontem, 27 de Outubro, num plenário realizado junto à Assembleia da República (AR), que reuniu mais de uma centena de dirigentes, delegados e activistas sindicais. Na resolução aprovada exige-se a negociação da Proposta Reivindicativa Comum (PRC) para 2027, melhores condições de vida e de trabalho, bem como uma administração pública que sirva verdadeiramente as populações. Entre outras medidas, reivindica aumentos salariais não inferiores a 15%, com um mínimo de 150 euros para todos os trabalhadores, a elevação da base remuneratória da Administração Pública para 1150 euros, com efeitos a 1 de Janeiro, e o aumento do subsídio de refeição para 13 euros, entre outras medidas.

Em declarações aos jornalistas, Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, justificou a decisão com a necessidade de «lutar contra um orçamento que destrói a Administração Pública» e que está «longe do interesse das populações». «Não nos vemos com outra hipótese que não seja fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que este orçamento não passe», afirmou.

A escolha da data pretende dar à luta capacidade de intervenção no processo orçamental, uma vez que a votação final global do OE2027 está agendada para 24 de Novembro. Para que a greve seja desconvocada, a Frente Comum exige que o Governo retome as negociações e discuta as 83 propostas reivindicativas entregues a 30 de Setembro.

 



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