Armas químicas entram em combate
Crimes de guerra
A par da destruição de infra-estruturas básicas, de residências de civis e da matança deliberada de centenas de pessoas no Líbano e em Gaza, outras evidências indicam que Israel cometeu em três semanas de guerra um rol de crimes contra a humanidade.
Imagens captadas pelas insuspeitas Reuters, Agência France Press e Associated Press, mostram carros blindados do exército israelita na posse de dispositivos cujo fim é usar armas de destruição massiva contra as populações residente no Sul do Líbano, facto entretanto comprovado pelo conjunto de sintomas sofridos pelos habitantes na sequência dos bombardeamentos.
Um perito militar norte-americano citado pelo sítio www.Globalrecearch.ca garantiu que os obuses arremessados podem conter gás ou químicos proibidos. As mesmas fontes afirmam que as bombas de vácuo e o fósforo branco também fazem parte do arsenal militar envolvido nas operações. Uma foto tirada ao cadáver de uma jovem libanesa de Sidón mostra uma imagem idêntica à dos corpos das vítimas do massacre de Fallujah, perpetrado pelos EUA no Iraque com recurso precisamente a fósforo branco.
Washington não só apoia logisticamente as operações, como parece ter há alguns anos feito planos no sentido da escalada militar na sub-região.
Esta semana, o The New York Times reportou que o Pentágono vai reabastecer o stock de mísseis das forças de Telavive, sinal contrário às declarações de «urgência» no termo dos combates proferidas pela diplomacia. Acresce que, o Projecto para um Novo Século Americano, publicado em Agosto de 2000 e redigido por um dos administradores de topo da empresa de armamento Lockheed Martin, o neoconservador Thomas Donnelly, contempla o «aquecimento» do Médio Oriente e um conjunto de conflitos militares a desenrolar em cinco anos. O próprio General Wesley Clark confirma o calendário de guerra e discrimina os países que diz estarem na mira da administração Bush: Iraque, Síria, Líbano, Líbia, Irão, Somália e Sudão.


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