Breves
Avis valoriza espaço
A Câmara de Avis está recuperar as muralhas do seu castelo. Com esta intervenção, a autarquia do PCP pretende requalificar um ponto estratégico do perfil da Vila de Avis, optando por uma solução que respeite as características históricas e arquitectónicas do Centro Histórico e, em simultâneo, eleja a qualidade como elemento preponderante desta requalificação.
Este remate da zona urbana vai, assim, ser alvo de um complexo projecto de ordenamento e recuperação, visando a valorização do espaço público nas suas vertentes de estadia e fruição pedonal procurando, desta forma, concretizar a harmonia paisagística de toda a área envolvente.
A intervenção pauta-se pela pavimentação de toda a zona com lajedo de granito, pela criação de uma via de circulação que servirá de elo de ligação entre a parte baixa da vila e pela colocação de mobiliário urbano, equipamentos diversos e iluminação que dará uma maior importância na visualização e vivência nocturna do espaço.

As Mulheres Migrantes
Estão abertas as inscrições para o seminário «As Mulheres Migrantes: Trajectórias e Vivências», que vai ter lugar no dia 28 de Setembro, no auditório do Fórum Cultural do Seixal. O Seminário destina-se em particular às associações de imigrantes, instituições e organizações que trabalham com a população migrante ou com questões da migração e integração, mas também a todos os interessados neste tema.

Embargo na Infante Santo
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou, no passado dia 9, o embargo total da obra de construção de um empreendimento na Avenida Infante Santo. Na base da decisão, que só peca por tardia, está a falta de pagamento de taxas devidas pelo promotor, como a taxa para a realização de infra-estruturas urbanísticas (TRIU). Para esta irregularidade, entre várias outras identificadas no processo de licenciamento da obra, chamara já a atenção a Provedoria de Justiça, em Relatório divulgado no final de Julho.
A autarquia determinou ainda que, quando terminar o embargo total, haverá um embargo parcial por causa da construção de uma piscina não prevista no projecto inicialmente aprovado.
Reagindo à medida decretada pelo edil da capital, o PCP,
pela voz de Carlos Chaparro, considerou que ela representa «o embargo de uma obra que nunca deveria ter sido começada».
«O presidente da Câmara veio agora reconhecer validade aos argumentos de quem sempre contestou a obra e da Provedoria de Justiça», sublinhou, fazendo notar que esta medida «revela também que Carmona Rodrigues não tinha outra alternativa».
Na opinião dos comunistas de Lisboa, o presidente e o vice-presidente da autarquia, Fontão de Carvalho, responsável pelas Finanças, «têm de assumir as suas responsabilidades».
«É preciso ver o que se vai fazer. A obra está embargada, mas o prédio está construído. Vamos ver se há coragem para demolir. Esperamos que o embargo não seja só uma forma de ganhar tempo», sublinhou Carlos Chaparro.

Formação de psicólogos
O Sindicato Nacional dos Psicólogos alertou no dia 9 de Agosto para o perigo de alunos de outras áreas poderem vir a exercer a profissão, devido a uma decisão governamental que recusou os projectos de mestrado integrado dos futuros cursos.
As principais faculdades e departamentos de Psicologia do país apresentaram à Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) um projecto de adaptação dos cursos à Declaração de Bolonha, que previa a criação de um mestrado integrado. Segundo essa proposta, os actuais cursos de psicologia passariam a ter dois novos ciclos de estudos correspondentes aos graus de licenciatura (com a duração de três anos) e mestrado (de dois anos). Foi este plano, que permitia aos alunos da licenciatura ingressar automaticamente no mestrado, que a DGES chumbou, «alegando que o mesmo não era uma prática das universidades europeias».
Ora a verdade é que o «mestrado integrado», conforme observou a presidente do Sindicato Nacional dos Psicólogos, Manuela Castelbranco, em declarações à Lusa, «serve para garantir que não podem vir alunos de outras licenciaturas». Caso contrário, «teremos psicólogos com apenas dois anos de estudo», sustentou, antes de alertar para o perigo de lançar no mercado de trabalho profissionais sem a necessária preparação.
Manuela Castelbranco entende que «o primeiro ciclo de três anos de psicologia não habilita ninguém a ser psicólogo», e, por isso, conclui: «Para exercer é preciso a exigência de mais dois anos».
O que explica a razão pela qual o Sindicato Nacional de Psicologia defende que só deve aceder ao segundo ciclo de estudos «quem vem do primeiro ciclo».