Mais de 300 mil na manifestação nacional de 29 de Maio
Força para mudar de rumo

A manifestação nacional, promovida pela CGTP-IN no sábado, em Lisboa, foi a maior das últimas décadas. O descontentamento dos trabalhadores e de outras camadas sociais afectadas pela política de direita do Governo PS teve nas ruas uma vigorosa expressão, permitindo afirmar com confiança que «é possível mudar de rumo com a luta de quem trabalha». Na resolução aclamada no final do comício sindical afirma-se também «total disponibilidade e empenho», tanto para prosseguir as batalhas em curso em empresas, serviços e sectores, como para «adoptar todas as formas de luta que a Constituição consagra».



Responsabilidade, compromisso, empenho
A luta continua

Na manifestação de 29 de Maio, a CGTP-IN assumiu as suas responsabilidades e tomou o compromisso de transformar o descontentamento «num protesto sem tréguas, pela defesa dos direitos e da dignidade de quem trabalha, pelo direito da juventude a um futuro digno».



Professores unidos na luta

Entrevista com Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
«Temos que lutar o tempo que for preciso»

 

Num momento em que o País atravessa uma situação como não há memória – marcada por uma ofensiva sem precedentes do grande capital, por intermédio do PS e do PSD, contra os direitos e as condições de vida dos trabalhadores e do povo e, ao mesmo tempo, por uma intensa luta que cresce e se intensifica –, Jerónimo de Sousa referiu ao Avante! que a manifestação de sábado, que considerou um marco na história do movimento operário e sindical, terá necessariamente de ter continuidade. E reafirmou a determinação dos comunistas em persistir no combate pela ruptura e pela mudança, demore o tempo que demorar.