Breves
AGÊNCIA LUSA
Defender independência

O PCP defende a recuperação da totalidade do capital social da Lusa para as mãos do Estado – mais de 40% do capital social da empresa está nas mãos da Global Notícias e da Impresa – e a independência desta agência face a qualquer outro órgão de comunicação social, incluindo a RTP, factor que considera determinante para a democracia do País.

Foi precisamente esta posição que uma delegação do PCP, constituída por Vasco Cardoso, da Comissão Política, António Rodrigues, do Comité Central, e Rita Rato, deputada na Assembleia da República, expressou aos representantes dos trabalhadores da Lusa no encontro que mantiveram no dia 19 para discutir a intenção do Governo em agregar a Lusa e a RTP, intenção que merece as maiores preocupações aos trabalhadores.


ALFÂNDEGAS
Contra fusão

A Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) das Alfândegas, presidida por António Castelo, foi recebida a seu pedido, no dia 18, por uma delegação do PCP dirigida por João Dias Coelho, da Comissão Política.

António Castelo manifestou as preocupações da CNT com as consequências negativas que adviriam para as Alfândegas e seus trabalhadores da anunciada intenção do Governo de fundir a Direcção-Geral das Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo com a Direcção-Geral de Impostos, nomeadamente com o eventual despedimento de trabalhadores e a desvalorização da Autoridade Aduaneira.

João Dias Coelho, por seu lado, manifestou-se solidário com os trabalhadores e deu a conhecer a avaliação crítica que há muito o PCP faz das «reformas» do Governo na Administração Pública, que se traduzem pelo abandono de funções pelo Estado, desestruturação e desorganização dos serviços, destruição do vínculo e das carreiras e redução das remunerações e prestações sociais.


MACTRADING
Apure-se responsabilidades!

O processo de liquidação da MACTRADING – empresa que restava da MACONDE – viveu no dia 11 o seu último acto.

Os «cúmplices» do «assassinato» da MACONDE (e logo da MACTRADING), acusa a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP, foram nomeadamente o Governo PS e a Câmara vilacondense, que «apadrinharam» o acordo feito em 2007 com a banca, que entregava nas mãos desta o valioso terreno das instalações fabris em contrapartida de 6,5 milhões de euros, «salvando», diziam, o posto de trabalho de 581 trabalhadores mas ignorando que destes já só restava cerca de um terço e metade deles haviam recebido carta de despedimento, pelo que o efectivo da empresa ficou reduzido a sete dezenas de trabalhadores. Que «apoiaram e permitiram» que o Estado, através do IAPMEI, continuasse a «forrar» com apoios os bolsos «de uma administração que não era mais do que uma comissão liquidatária».

O PCP exige, pois, o apuramento de responsabilidades por tudo o que ocorreu ao longo deste processo, «incluindo a eventual existência de gestão danosa».