Eleições e ruptura

Mais de 52% dos portugueses abstiveram-se de votar nas eleições para a Presidência da República.

A cobertura mediática da campanha foi má e perversa. Jornais, televisões e rádios desinformaram intencionalmente. A televisão foi especialmente indecorosa. Os analistas habituais, todos defensores do sistema, exibiram-se em exercícios de pequena política em mesas redondas, entrevistas e artigos.



Em Lisboa e no País
PS e PSD aliados para destruir o poder local

Estamos perante um processo de reforma administrativa em Lisboa manipulado desde o seu início para ser utilizado a nível nacional.

Vai ao encontro de outras ofensivas dos governos do PS, contra os hospitais e maternidades, contra as escolas, contra estruturas de serviço público desconcentradas em todo o País, que foram encerradas, esvaziando ainda mais o interior.



É preciso uma mais justa repartição da riqueza criada
A subversão da Constituição ao serviço das desigualdades

«Os planos de desenvolvimento económico e social têm por objectivo promover o crescimento económico, o desenvolvimento harmonioso e integrado de sectores e regiões, a justa repartição individual e regional do produto nacional, a coordenação da política económica com as políticas social, educativa e cultural, a defesa do mundo rural, a preservação do equilíbrio ecológico, a defesa do ambiente e a qualidade de vida do povo português».



Governo quer instrumentalizar organizações
Quem tem medo das associações de mulheres? (e de quais?)

Com Abril destruíram-se as grilhetas fascistas que aferroavam o direito de reunião e associação mantendo-o sob a égide e autorização do governo fascista, que tudo via, tudo controlava. E no texto constitucional de Abril? Pode ler-se, no seu artigo 46.º que «Os cidadãos têm o direito de, livremente e sem dependência de qualquer autorização, constituir associações, desde que estas não se destinem a promover a violência e os respectivos fins não sejam contrários à lei penal», bem como que «as associações prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas (...).»