• João Chasqueira

São 35 as modalidades desportivas presentes na Festa e 360 as colectividades e equipas participantes
Desporto para todos presente na Festa
Irresistível paixão

O tiro de partida foi dado há muito, como muitas foram as etapas já cumpridas nos últimos meses. Depois de um exigente e complexo trabalho de planificação, contactos, programação, recuperação de infra-estruturas, iniciativas e torneios de promoção, está tudo a postos para fazer de novo do Desporto na Festa este ano com 35 modalidades –, um acontecimento ímpar no panorama desportivo nacional.

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A garantia foi dada pelos responsáveis da Comissão Nacional de Desporto na Festa, este fim-de-semana, na Atalaia, ao Avante!. Foi lá que fomos encontrar reunidos os responsáveis de modalidade e colaboradores que integram a vasta equipa que ergue e mantém a funcionar durante três dias o que apropriadamente podemos designar por «cidade do desporto».

No total são 280 os camaradas e amigos que colaboram na organização dos várias eventos e provas desportivas, seja na realização dos torneios de malha de promoção da Festa (chinquilho, malha grande, malha pequena, medalha tradicional) ou os torneios de futsal (sénior e AvanteJovem), seja na qualidade de árbitros ou dirigentes desportivos, seja enquanto organizadores de modalidades.

Número este que só por si é revelador do envolvimento, extensão e influência da Festa, do seu prestígio e da forma como se relaciona e «toca» esse vasto elenco de atletas, técnicos e dirigentes que compõe a comunidade desportiva.

A força das colectividades

A participar directamente estão ainda cerca de 360 colectividades ou equipas, para além de representantes de federações ou associações desportivas.

Isto significa que aquilo que tem vindo a ser feito no quadro da Festa, seja no período que a precede com as actividades que a promovem, seja nos três dias em que decorre na Atalaia, só é possível porque há a colaboração de toda esta gente, com a sua capacidade de organização, a sua disponibilidade, saber e vontade.

Dizer isto é afirmar ainda que o movimento associativo e popular, as colectividades, «emprestam» à Festa toda a sua capacidade, o seu saber e experiência de muitos e muitos anos de trabalho.

E o resultado, como acontece desde que há desporto na Festa, está à vista: a existência de um espaço que promove como nenhum outro o desporto para todos, como inalienável direito constitucional que é, visando elevar o bem-estar e a cultura física e desportiva dos cidadãos.

Direito que, infelizmente, tem vindo a ser crescentemente posto em causa pela política de direita de sucessivos governos, nomeadamente pelo actual, que, com a sua política de cortes a eito –  veja-se no quadro do ensino a chamada reorganização curricular com empobrecimento de disciplinas como a Educação Física –, tudo sacrifica em nome do dice e do pacto de agressão.

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Tradição viva

Presença obrigatória que desperta sempre enorme interesse e curiosidade é, entretanto, a das modalidades tradicionais. Não é invulgar o visitante reencontrar-se com uma realidade que bem conheceu na infância, que entretanto se perdeu no tempo, e que redescobre na Festa.

É disso exemplo, para além dos jogos tradicionais, os jogos de malha. São de resto muito comuns os testemunhos daqueles que se dirigem à Comissão de Desporto para saudar a iniciativa de reavivar e estimular a prática destes jogos, havendo quem diga que não «via jogar à malha desde os tempos de criança na aldeia».


«Isto para nós tem um valor incalculável», confessou Brázio Romeiro, coordenador da Comissão Nacional de Desporto, reconhecendo que esta é também «uma responsabilidade» inteiramente assumida pela Festa, ou seja, fazer com que estas modalidades, algumas ancestrais, não se percam.

E o desporto na Festa é isto – também isto, melhor dito –, a par de outras modalidades (ditas mais modernas) como a parede de escalada ou o slide, outras mais eruditas como o xadrez, outras mais populares como os matraquilhos ou o dominó, e outras, mais presentes no nosso dia-a-dia, como o futsal, o hóquei patins, a patinagem artística, o voleibol, as artes marciais, as actividades gímnicas, o hip-hop, o boxe, o kitboxing. E também modalidades inclusivas, como o Boccia, modalidade paraolímpica na qual os nossos atletas dão cartas, estando entre «os mais medalhados», como bem assinalou Cláudia Reis, que integra o núcleo de responsáveis de modalidades que funciona no interior da Festa e do qual fazem igualmente parte Paulo Júnior, Vítor Fonseca, Mário Cunha, Manuel Catarino, Raul, Nelson Ramos e Paulo Renato.

 

 

 

 

 

 

 

 



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