Índia
Povo na rua

Os dois partidos comunistas indianos e outras seis formações políticas democráticas, progressistas e de esquerda convocaram para hoje um protesto contra o aumento do preço dos combustíveis em 12 por cento e a limitação da quantidade de gás subsidiado por família, e contra a liberalização de sectores como os transportes aéreos, a televisão e o comércio a retalho. Neste último caso, os grandes beneficários serão cadeias multinacionais como a Wall Mart ou o Carrefour, que há anos exigem operar livremente no território.

A convocatória para a jornada de contestação à política antipopular, levada a cabo pelo primeiro-ministro Manmohan Singh e o Partido do Congresso, sucede às movimentações de massas espontâneas ocorridas sexta-feira, 14, em grandes cidades da Índia, contra o pacote de orientação neoliberal, proposto quando a inflação galopa atingindo os oito por cento em Agosto.

Para o Partido Comunista da Índia (marxista), a subida do preço do diesel não se justifica, já que, esclareceu o Bureau Político em comunicado, as maiores corporações petrolíferas a operarem no país registaram, no primeiro semestre de 2012, subidas de pelo menos 50 por cento nos respectivos lucros líquidos face ao mesmo período de 2011. Por isso o PCI (m) apelou aos indianos para que saiam hoje à rua contra a política ruínosa para o país e de saque do povo.



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