Firmes na BA Vidro

Os trabalhadores da BA Vidro, na Marinha Grande, «estão determinados a manter a greve em todos os feriados, até que a administração reconheça que os direitos adquiridos têm de ser mantidos» – realçou o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, num comunicado de dia 6.

Os trabalhadores, com adesão total à greve no dia 1, já tinham voltado a demonstrar aquilo que reafirmaram, com 98 por cento de adesão, no dia 8: não se conformam com a redução do pagamento do trabalho suplementar e do trabalho de turnos em dias feriados e, como refere o STIV/CGTP-IN, reclamam a manutenção dos direitos adquiridos há décadas e a igualdade de tratamento com as restantes empresas do vidro de embalagem (Santos Barosa, Gallovidro e Saint Gobain Mondego), nas quais foi negociada e acordada com o sindicato e a federação (Feviccom) a manutenção dos valores inscritos na contratação colectiva.

 

Greve na EDP

A União dos Sindicatos de Sines informou que mais de 80 por cento dos trabalhadores de despachos e piquetes da central termoeléctrica da EDP fizeram greve no dia 1 de Dezembro, para exigirem que a empresa recue na drástica redução do pagamento do trabalho suplementar e em dias feriados.

A Fiequimetal/CGTP-IN apresentou um pré-aviso de greve nacional, de 15 de Dezembro a 3 de Janeiro, abrangendo os trabalhadores da EDP Distribuição e da EDP Produção, em regimes de turnos e de disponibilidade, na reparação de avarias e na produção de energia. O pré-aviso de greve prevê a renovação sucessiva, até serem atendidas as reivindicações: rejeitar o pagamento dos feriados e outros trabalhos suplementares a valores inadmissíveis e a retirada do descanso compensatório, exigir o cumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho e refutar outros ataques a direitos que este consagra.

O plenário de delegados sindicais da EDP e da REN, no dia 30 de Novembro, respondeu à denúncia do ACT por parte das administrações de ambos os grupos. Foi aprovada a proposta sindical de actualização salarial, em 5,3 por cento, para 2013, e foram condenados «os argumentos falaciosos usados para justificar as denúncias», já que os lucros obtidos desmentem qualquer alegação de crise: a EDP somou 1333 milhões de euros, em 2011, e 910 milhões, nos primeiros nove meses de 2012; a REN obteve 120,6 milhões, em 2011, e 98,4 milhões, no fim do terceiro trimestre de 2012.




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