Espionagem, torturas e drones
CDH da ONU condena

O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) apelou à administração norte-americana para que castigue os responsáveis por torturas e maus-tratos, trave a espionagem governamental e a política de bombardeamentos ilegais com aviões não-tripulados, sublinhando, neste último caso, a necessidade de alterar a sua postura sobre a justificação legal e reparar as vítimas.

Antes da aprovação da resolução no CDH da ONU, a revista alemã Der Spiegel noticiou que poucos eram os chefes de Estado e de governo que a Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA não espiava em Maio de 2009. De acordo com informações publicadas pela revista alemã, a actual chanceler Angela Merkel estava entre os alvos, tendo sido feitos mais de 300 relatórios a seu respeito.

Entretanto, o secretário da Defesa dos EUA participou na homenagem ao demissionário chefe da NSA, general Keith Alexander. Não dando mostras de condenação das práticas da agência ou de o governo dos EUA terminar com a espionagem massiva, Chuck Hagel confirmou mesmo que o número de militares afectos ao serviço vai aumentar para seis mil em 2016, substituindo, em parte, pessoal contratado a empresas, como o foi Edward Snowden, mas mantendo a operacionalidade das «sentinelas silenciosas», como as considera Hagel.




 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: