Mais um ataque ao SNS
Saúde cada vez mais privada

O Serviço Nacional de Saúde, luminosa conquista da Revolução de Abril, está de há anos a esta parte sob o ataque de poderosos grupos económicos privados, que vêem neste sector vital uma particularmente rentável oportunidade de negócio. É precisamente para estes interesses que têm governado PS, PSD e CDS, que lei após lei, medida após medida, mais não têm feito do que servir os apetites destes grupos, que controlam já parte considerável do sector da Saúde em Portugal.
Na semana passada, em conferência de imprensa em que participou Jorge Pires, da Comissão Política, o PCP reagiu a mais uma peça desta ofensiva. Transcrevemos, em seguida, o texto apresentado pelo dirigente comunista.



Há 40 anos, em Lisboa
Álvaro Cunhal no 1.º de Maio de 1974

O 1.º de Maio de 1974 em Lisboa, fez agora 40 anos, foi uma imponente consagração popular do 25 de Abril. Respondendo ao apelo da Intersindical, criada em 1970, o povo celebrou nas ruas o fim da ditadura fascista, o fim de quase meio século de terror, miséria e obscurantismo. Nesse dia todos os caminhos da capital confluíram para a Alameda D. Afonso Henriques – ponto marcado para a concentração – de onde um mar de gente a perder de vista rumou para o então Estádio da FNAT (Fundação Nacional para Alegria no Trabalho, criada pelo fascismo), rebaptizado depois, como não podia deixar de ser, Estádio 1.º de Maio.
A celebração do Dia Internacional do Trabalhador, proibida durante 48 anos pelo fascismo mas sempre feita em jornadas de luta pelos trabalhadores, ocorria pela primeira vez em liberdade, consagrando o 1.º de Maio como feriado nacional.
O discurso de encerramento do comício desse dia histórico, que a seguir se reproduz, esteve a cargo do Secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal.