Breves
Pingo Doce

Por aumentos salariais e resposta a outras matérias inscritas no caderno reivindicativo apresentado à empresa, trabalhadores do Pingo Doce concentraram-se, em protesto, frente à loja desta cadeia de supermercados em Algés, no dia 25, quinta-feira. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio e Serviços de Portugal prossegue assim as acções decididas após uma concentração nacional, a 21 de Abril, frente à sede do Pingo Doce e do Grupo Jerónimo Martins Retalho.


Cinema

Foram pagas as remunerações em dívida a alguns trabalhadores dos filmes Zeus e O Ornitólogo, das produtoras Happygénio e Blackmaria, mas «a situação de incumprimento encontra-se ainda longe de estar resolvida», relativamente a mais de uma dezena de trabalhadores, incluindo o realizador João Pedro Rodrigues. O sindicato CENA salientou, dia 29, que «as iniciativas sindicais continuam a fazer a diferença», adiantando que, depois da denúncia pública daqueles casos, alguns trabalhadores de outras produções relataram situações semelhantes. Juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores dos Espectáculos, também da CGTP-IN, o CENA pediu uma reunião ao Instituto do Cinema e do Audiovisual, para debater «os acontecimentos recentes e o contexto geral do sector», pois «cabe também ao ICA desenvolver esforços para que os dinheiros públicos dos concursos de apoio à criação audiovisual não continuem a ser atribuídos àqueles que desrespeitam os direitos dos trabalhadores».


Unicer

Em plenário, ontem, os trabalhadores da Unicer iriam tomar posição quanto à mais recente contraproposta salarial da administração. Francisco Figueiredo, dirigente da Federação dos Sindicatos da Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (Fesaht/CGTP-IN), disse na segunda-feira à agência Lusa que houve «evolução positiva» da empresa, mas não foi possível chegar a acordo e foi decidido ouvir os trabalhadores.


Contra privatização

Em Vila Real de Santo António realizou-se anteontem, dia 30, de manhã, uma concentração na Praça Marquês de Pombal, frente aos Paços do Concelho, contra a decisão da Câmara de entregar a privados a recolha de resíduos e a limpeza urbana. A iniciativa foi promovida pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local, que acusa a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António de se preparar para «entregar aos privados o serviço público de recolha de resíduos do concelho, incluindo a recolha de “monstros” ou “monos”, os resíduos verdes, a lavagem de contentores, a limpeza urbana, de praias e ribeiras». O STAL revelou que a Câmara de presidência PSD «pretende efectuar uma concessão por oito anos, propondo-se pagar a privados o montante de 10,4 milhões de euros ao longo daquele período», e tem nos seus planos «igualmente a privatização da SGU, empresa municipal de água e saneamento, em cujas redes o município investiu 60 milhões de euros nos últimos anos».
E
stas preocupações ficaram expressas numa moção aprovada durante o protesto.


Precariedade

Em onze freguesias de Lisboa, os sindicatos da CGTP-IN na administração local levaram a cabo, de 19 a 26 de Agosto, acções de denúncia e sensibilização contra os «contornos inaceitáveis» que nelas assume a precariedade laboral. O número de trabalhadores a recibos verdes, com contrato emprego-inserção ou com contratos a termo «tem vindo a aumentar exponencialmente» nas freguesias do Parque das Nações, Olivais, Santa Clara, Arroios, Santo António, Santa Maria Maior, Campolide, Benfica, Alcântara, Belém e Estrela, como se refere num comunicado conjunto do STAL e do STML (Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa). No documento assinala-se que «o recurso a este tipo de contratação não é uma inevitabilidade», pois «muitas outras juntas de freguesia e até a Câmara Municipal de Lisboa abriram concursos para admissão de pessoal».