Os EUA possuem 13 bases militares na vizinhança da Venezuela
Venezuela
Apelo à solidariedade

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) apela à solidariedade com a República Bolivariana da Venezuela e denuncia a acção golpista da direita venezuelana e dos EUA contra aquele país.

Em vésperas da chamada «Tomada de Caracas» – a manifestação convocada para hoje pela oposição, alegadamente para exigir a antecipação da data para a recolha de assinaturas para o referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro, entretanto fixada pelo Conselho Nacional Eleitoral para a semana de 24 a 30 de Outubro – o CPPC, em comunicado divulgado na segunda-feira, 29, reafirma a sua «condenação pela acção desestabilizadora política, económica e diplomática levada a cabo pelos Estados Unidos contra a República Bolivariana da Venezuela».

O documento denuncia a «criminosa acção desestabilizadora e de carácter golpista de sectores e grupos da direita venezuelana que, concertadas com os EUA, têm vindo a praticar a violência – incluindo assassinatos – e a sabotagem económica, acompanhadas de operações mediáticas de manipulação da opinião pública, de modo a levar a cabo uma nova escalada de ingerência externa na Venezuela».

Reiterando o repúdio pela ordem executiva dos EUA – aprovada em Março de 2015 e recentemente prorrogada por Barack Obama – que considera a Venezuela uma «ameaça inusual e extraordinária para a segurança nacional e a política externa» dos Estados Unidos e que é acompanhada da aplicação de sanções contra a Venezuela, o CPPC «recorda que os EUA, para além da sua IV Esquadra destacada para a América Latina, possuem 13 bases militares na vizinhança da Venezuela e despendem milhares de milhões de dólares anualmente para financiar a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e a Fundação Nacional para a Democracia (NED) com que fomentam e patrocinam a desestabilização de governos democráticos e populares, como acontece com o governo constitucional da República Bolivariana da Venezuela».

O texto apela à solidariedade com a Venezuela, em «defesa da sua soberania e independência e do direito inalienável do povo venezuelano de seguir o caminho que livremente escolher sem ingerências externas de qualquer natureza».

O CPPC tinha agendado para a manhã de hoje, 1 de Setembro, um acto público de apoio à Venezuela, junto à estátua de Simón Bolívar, na Avenida da Liberdade, em Lisboa, no âmbito da acção mundial de solidariedade com aquele país que está a decorrer de 29 de Agosto a 4 de Setembro.

 



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