Trump pode reverter sanções de Obama à Rússia
Sanções dos EUA contra a Rússia
Putin aguarda Trump

A Rússia não responde, para já, às sanções que Obama, de saída, ordenou por alegada ingerência do Kremlin nas eleições norte-americanas. Putin vai esperar que Trump chegue à Casa Branca, no dia 20.

LUSA

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O presidente cessante norte-americano, Barack Obama, ordenou, a 29 de Dezembro, entre outras medidas, a expulsão de 35 diplomatas russos dos Estados Unidos, acusados de espionagem e considerados «persona non grata». A medida foi cumprida em menos de 72 horas e envolveu o abandono do país de cerca de uma centena de pessoas, entre «espiões» e seus familiares, incluindo mulheres e crianças.

A Casa Branca sancionou também cinco entidades – dois serviços de informações, o FSB (antigo KGB) e o GRU (inteligência militar) e três empresas de informática – e seis cidadãos russos, por alegada ciber-espionagem. Ordenou ainda o fecho de duas casas de campo, utilizadas para férias dos diplomatas, nos arredores de Washington e de Nova Iorque, propriedade do governo da Rússia e adquiridas ainda no tempo da URSS.

Sem apresentar provas, Washington acusou Moscovo de ter intervindo nas eleições presidenciais de Novembro, orquestrando ataques informáticos que, segundo o FBI e a CIA, prejudicaram a campanha da candidata Hillary Clinton e favoreceram o seu adversário republicano, Donald Trump, que acabou por ser eleito, embora com quase menos três milhões de votos populares.

O Kremlin rejeitou as acusações e, depois de num primeiro momento ter ameaçado «represálias adequadas», o presidente Vladimir Putin suspendeu qualquer retaliação, para não «criar problemas aos diplomatas estado-unidenses» nem prejudicar as já tensas relações entre a Rússia e os EUA, e anunciou aguardar pela entrada em funções do presidente eleito.

Segundo um porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, as sanções de Obama perseguem dois objectivos – «piorar ainda mais as já más» relações entre os dois países e «atacar o novo governo dos EUA», minando a sua política externa.

Já Trump, que elogiou Putin por não ripostar às sanções com a habitual reciprocidade diplomática, tem mostrado uma atitude apaziguadora face à Rússia e poderá reverter as medidas decretadas por Obama, quando assumir o cargo, dentro de duas semanas, apesar de alguns líderes republicanos as apoiarem.




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