• Pedro Guerreiro
    Membro do Secretariado

O imperialismo procura impedir o exercício da soberania
Direito à paz, um direito dos povos

Na actual situação internacional, perante o incremento da acção agressiva do imperialismo norte-americano e seus aliados, a luta pela paz assume uma primordial importância.

 

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A luta pela paz, consubstanciada na defesa do direito à autodeterminação dos povos, da soberania e independência dos estados, da resolução pacífica dos conflitos internacionais e de outros importantes princípios e normas que foram conquistados e inscritos na Carta das Nações Unidas e no direito internacional com a vitória sobre o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial, adquire no momento presente uma enorme relevância e um claro carácter anti-imperialista, estando indelevelmente ligada e constituindo uma componente fundamental da luta pelos direitos e emancipação dos trabalhadores e dos povos.

Consequentemente, e face às dramáticas consequências, imensa gravidade e sérios perigos que os propósitos, acção e ameaças belicistas dos EUA e seus aliados comportam para toda a Humanidade, a luta pela paz, contra a ingerência e guerras imperialistas, pelo fim da corrida aos armamentos e da militarização das relações internacionais, pela abolição de todas as armas nucleares e de destruição massiva, pela dissolução da NATO, pelo fim das bases militares estrangeiras, pelo desarmamento geral e controlado, e a corajosa e firme solidariedade com a resistência dos povos e estados vitimas de operações de provocação e desestabilização, de bloqueio e agressão por parte do imperialismo, constituem uma tarefa inadiável dos comunistas e de todos os amantes da paz.

A paz, legítima aspiração dos povos, e a luta em sua defesa constituem um importante factor aglutinador que contribui para isolar, dificultar, colocar em recuo e mesmo evitar as acções agressivas do imperialismo, nomeadamente o desencadeamento de um conflito de catastróficas proporções à escala mundial.

Não por acaso, as diversificadas operações de desestabilização política, diplomática, económica, golpes de Estado, imposição de regimes, agressões militares, ocupações territoriais, destruição e fragmentação de estados, criação de protectorados, promovidas pelos EUA e seus aliados, são invariavelmente acompanhadas por acções de provocação e intensas campanhas de desinformação com o objectivo de ocultar os reais objectivos e as brutais consequências das suas criminosas acções, procurando dificultar a sua ampla denúncia e condenação e estigmatizar e desacreditar a expressão da solidariedade para com a legítima resistência dos povos e estados vítimas de ingerência e agressão – amplas e intensas campanhas de desinformação que se caracterizam pelo seu anticomunismo.

Fortalecer a convergência

Com a sua acção desestabilizadora e intervencionista, o imperialismo procura obstaculizar, e mesmo impedir, o exercício da soberania e a independência nacional, visando estados que representam de alguma forma um factor de contenção à imposição do poder hegemónico do imperialismo, designadamente do norte-americano.

Perante a crise estrutural do capitalismo e o complexo e contraditório processo de rearrumação de forças à escala mundial, os EUA procuram, em articulação com os seus aliados, contrariar a tendência do seu declínio económico relativo e impor o seu domínio hegemónico ao nível mundial, constituindo a principal ameaça com que se confrontam os povos em luta pelos seus direitos e os estados que defendem a sua soberania, independência e desenvolvimento e se posicionam e agem no plano internacional no respeito da Carta das Nações Unidas.

A violenta e perigosa acção do imperialismo coloca a necessidade de fortalecer a convergência dos comunistas com outras forças patrióticas, progressistas e revolucionárias, numa ampla frente anti-imperialista que trave a ofensiva do imperialismo e abra caminho à construção de uma nova ordem internacional, de paz, soberania e progresso social, contribuindo igualmente para a luta dos trabalhadores e dos povos em defesa dos seus direitos, para o avanço da transformação social e da superação revolucionária do capitalismo.

 



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